A estimativa, que prevê os gastos pelos próximos 18 anos, baseia-se em um levantamento feito por uma empresa de consultoriaO tratamento do esgoto de Bauru foi orçado em R$ 49,028 milhões, valor previsto com gastos nos próximos 18 anos. O levantamento foi apresentado ontem à noite, em audiência pública, realizada no Teatro Municipal, da qual participaram o presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), Sérgio Macedo, o diretor do Serviço de Engenharia Consultiva (Serec), José Ventura de Medeiros Júnior, e representantes da sociedade.Esta foi a segunda audiência pública realizada com o objetivo de discutir o melhor tratamento a ser feito em Bauru. A Serec apresentou seis alternativas, todas consideradas satisfatórias tecnicamente. O que as diferenciou foi o preço. Nós optamos pela mais barata porque o resultado vai ser sentido direto no bolso do bauruense, destacou Macedo. Isso porque deverá haver aumento no valor da conta de água quando o sistema for colocado em prática. O dinheiro para a manutenção do sistema tem que sair de algum lugar, disse o presidente do DAE.Ele ressaltou que ainda não é possível calcular quanto será o percentual de aumento, já que o orçamento não é definitivo. Nós podemos até chutar um valor, mas não é correto, pois esse total apresentado pelo levantamento feito pela Serec é apenas uma previsão de gasto, disse Macedo.A alternativa escolhida pelo DAE é a que utiliza o reator anaeróbico de fluxo ascendente com pós-tratamento de filtro biológico aerado submerso com leito de peças de plástico. O nome é extenso, mas Macedo disse que o sistema não é complexo. Ainda não temos um levantamento detalhado desse sistema. Esta será uma próxima etapa, explicou.A escolha do DAE foi feita com base na prerrogativa de que a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) deveria ser a mais barata e a que apresentasse o menor custo. Os valores das alternativas técnicas variaram de R$ 49,028 milhões a R$ 61,839 milhões.A ETE deverá ser instalada na região da Vargem Limpa, mais especificamente na confluência do rio Bauru com o Córrego Vargem Limpa. O local foi escolhido na primeira audiência pública realizada pelo DAE e pela Serec, em outubro. Para isso, a empresa analisou o acidente geográfico da região, erosões (geografia), qualidade do solo e área disponível. Vargem Limpa foi o ponto escolhido também devido ao isolamento em relação ao centro urbano de Bauru. O sistema de tratamento deverá provocar mau cheiro.LicitaçãoMacedo afirma que, no decorrer do próximo ano, o DAE estará investindo pesado no desenvolvimento do sistema de tratamento de esgoto. Após o detalhamento do estudo, nós já teremos condições de iniciar algumas obras da ETE, salientou o presidente da autarquia. O próximo passo é o desenvolvimento do anteprojeto da alternativa escolhida e a análise econômica compatível com o orçamento da primeira fase do projeto. Também deverá ser elaborado o Relatório Ambiental Preliminar (RAP), um documento destinado à Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) para aprovação. Só depois de todos esses procedimentos é que o DAE terá certeza de que a alternativa escolhida é aceitável para a cidade.Os recursos para a implantação da ETE serão provenientes, em grande parte, do Governo Federal, segundo explicou Macedo. Mas, o DAE terá que trabalhar ainda com outras alternativas de renda, como o repasse de custos para a população através da conta de água e esgoto.Para o levantamento das alternativas de tratamento, a autarquia pagou à Serec cerca de R$ 143 mil. A proposta prevê que o tratamento poderá funcionar por 18 anos na cidade e terá capacidade para atender a uma população de 475 mil habitantes. Atualmente, a cidade tem uma população de 315 mil pessoas e a vazão de esgoto jogado nos rios, in natura, é de 1,2 mil litros por segundo.
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