O IBGE começa a disponibilizar importante base de dados referente ao censo de 2000. Os dados completos serão divulgados ao longo dos próximos meses. A questão que se coloca é: como utilizar esses dados de forma a se obter melhorias na qualidade de vida nas cidades? O meio empresarial se utiliza das modernas técnicas de administração, de pesquisa de mercado, de levantamento de dados setoriais, buscando entender seus concorrentes diretos, verificando em que eles são melhores, enfim, se utilizam de parâmetros externos às empresas para buscar a superação interna. Esse mesmo processo deve valer para homens públicos. Os dados do censo, sem análise, não representam nada. As secretarias Municipais de Desenvolvimento ou de Indústria e Comércio (cada município utiliza denominações diferentes) devem buscar cruzar os dados levantados, investigar em que são bons e reforçar esses pontos, em que são ruins e estabelecer estratégias de melhoria. Devem ainda identificar quais as cidades que apresentam bom desempenho em termos de qualidade de vida, o que elas estão fazendo de diferente. Devem pensar o setor público como empresa, visando resultados, só que com uma diferença, na empresa o que se busca é o lucro, no setor público a busca é da qualidade de vida, a justiça social. Temos que exigir o fim da inércia na condução das coisas públicas e cobrar mais dinamismo, mais resultados. Afinal, quem assume cargo público deve ter bem claro o bônus e o ônus. (Reinaldo Cafeo é delegado do Conselho Regional de Economia)
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