As atividades foram retomadas mas funcionários prometem parar novamente se Governo não atender às reivindicaçõesMarília - Em assembléia realizada no final da tarde de ontem, os funcionários e docentes da Faculdade de Medicina de Marília (Famema), mantenedora do Hospital das Clínicas, decidiram suspender o movimento grevista até a próxima terça-feira. Eles estavam em greve desde o dia 7 de dezembro.O atendimento voltou à normalidade às 19 horas de ontem, depois que os grevistas decidiram dar uma trégua à espera de um pronunciamento oficial por parte da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia. Segundo informações do comando de greve, o secretário José Aníbal pediu que o movimento fosse suspenso até uma reunião que deve acontecer na próxima semana. Caso não tenha uma solução para a questão, os funcionários podem retomar a greve. Alguns representantes locais estão se mobilizando para ajudar a resolver a grave crise da Famema. É o caso da Câmara Municipal de Marília e de vereadores que estão dando apoio ao comando de greve. Os grevistas acusam o Governo de descaso com a situação da Famema. O nosso pedido não foi votado, mas para o HC da USP foi aprovada uma suplementação de R$ 65 milhões, reclamam. A Famema reivindica uma suplementação de R$ 5 milhões.Uma comissão do comando de greve esteve anteontem na reunião do Conselho Municipal de Saúde de Marília (Comus), esclarecendo a situação da instituição. Houve grande preocupação em relação ao fechamento das Unidades de Urgência e Emergência dos hospitais, mas também houve apoio ao nosso movimento.A crise financeira, por que passa o hospital, seria o principal motivo da greve, segundo informações da assessoria de imprensa da Famema. Os funcionários reivindicam, entre outras coisas, melhores condições de trabalho e reajuste salarial. Para fechar o ano sem dívidas, o Governo teria que liberar, segundo a assessoria, cerca de R$ 5 milhões ao hospital. Esse dinheiro serviria para pôr em ordem o pagamento dos funcionários e dos fornecedores. Quanto à questão salarial, assessoria afirma que apenas 80% do salário de novembro foram pagos. A greve estaria servindo também para reivindicar esses 20% restantes do salário de novembro, além da garantia de pagamento da segunda parcela do 13º salário e dos vencimentos de dezembro.
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