Uma Sondagem realizada pelo Departamento de Pesquisas Econômicas do Sebrae-SP, em conjunto com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da Universidade de São Paulo (USP), com empresários de micro e pequenas empresas (MPEs) mostrou que, para 41% dos entrevistados, o nível de produção da economia brasileira deve aumentar em 2001, enquanto que para 39% ele vai permanecer no mesmo patamar registrado este ano e, para 12%, diminuir. Porém, 8% dos empresários entrevistados responderam não ter ainda uma expectativa definida quanto ao desempenho da economia do País em 2001.A sondagem aponta que grande parte dos empresários de MPEs prefere manter cautela nas expectativas sobre o desempenho da economia no próximo ano. O estudo mostrou que, neste ano, apenas 22% dos entrevistados viram melhora para os negócios de suas empresas. Por outro lado, 39% acreditam que o panorama foi parecido com o de 1999 e 39% acha que este ano foi pior.O estudo, realizado junto a 450 empresários dos setores da indústria de transformação, comércio e de serviços, revela que, quando a questão é o desempenho da sua própria empresa no próximo ano, 47% dos entrevistados esperam faturar mais em 2001, 37% admitem faturamento próximo ao deste ano, 10% esperam redução dos níveis de faturamento e 6% não definiram sua expectativa para o faturamento da sua empresa. Com relação à taxa de inflação, 44% dos empresários consultados acreditam que os índices devem permanecer estáveis no próximo ano. Já para 39% a inflação deve subir. Apenas 7% revelam que têm esperança de taxas menores de inflação. Em relação aos juros, para 33% dos empresários devem aumentar e 30% têm expectativa de que as taxas serão mantidas nos níveis atuais. Do total, 26% acreditam que vai haver redução nas taxas, enquanto 11% não sabem.Com relação ao desemprego os empreendedores se mostram bastante divididos. Para 32% o índice deve aumentar. Outros 32% acreditam que vai diminuir; para 31% deve permanecer nas taxas atuais e 5% não sabem. Quanto ao emprego gerado na própria empresa, 25% apostam em aumento dos postos de trabalho, 61% na manutenção dos atuais e 13% em demissões. O valor médio do salário deverá ser maior para 24% dos entrevistados e permanecer como está na grande maioria das empresas, 72% .Dificuldades em 2000Entre as dificuldades enfrentadas pelas MPEs em 2000, as três mais citadas foram a queda no consumo (30%), o aumento da concorrência interna (18%) e a inadimplência dos clientes (16%). Curiosamente, essas também foram as mais citadas na sondagem anterior referente ao ano 1999. Essas dificuldades refletem, principalmente, o período ruim vivido no primeiro semestre de 2000.De Apenas 9% das MPEs paulistas afirmaram não ter enfrentado dificuldades em 2000 (em 1999, cerca de 5% citaram não ter tido dificuldades). Outras dificuldades citadas foram os aumentos de custos (8% das MPEs), os impostos (6% das MPEs) e as dívidas (3%). Com respeito as estratégias adotadas nos negócios de micro e pequeno porte em 2000, chama a atenção o elevado percentual de MPEs (26%) que afirmam não ter adotado nenhuma estratégia específica ao longo do ano.Entre as estratégias mais adotadas no ano, pelas MPEs paulistas, destacam-se a redução de preços (em 21% das MPEs), a oferta de novos produtos e serviços (17%) e o aperfeiçoamento dos produtos e serviços tradicionais da empresa (15%). Curiosamente, quase todas as estratégias foram menos citadas do que no ano anterior. Particularmente a oferta de novos produtos foi a que apresentou maior queda (chegou a ser citado por 33% das MPEs no ano anterior contra 17% nessa sondagem).Conforme explica o gerente de Pesquisas Econômicas do Sebrae-SP, Marco Aurélio Bedê, estas dificuldades foram marcantes no primeiro semestre do ano, período em que as vendas estiveram mais deprimidas, enquanto a partir de meados do ano o faturamento das MPEs passou a apresentar uma tendência de recuperação lenta e gradual, mas consistente.A redução no consumo, explica Bedê, obrigou as empresas a tomarem medidas fortes, também registradas pela Sondagem.
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