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DAE registra superávit de R$ 3 milhões

Daniela Bochembuzo
| Tempo de leitura: 4 min

O Departamento de Água e Esgoto (DAE) fechou as contas de 2000 com um superávit de 11,03%. O lucro foi anunciado ontem por Sérgio Macedo, presidente da autarquia, durante entrevista coletiva à imprensa. Ao longo do ano, o DAE arrecadou R$ 23.920.862,96. Desse total, foram utilizados R$ 20.546.331,00.Macedo atribuiu o superávit ao estilo Nilson Costa de governar. A gestão financeira responsável permitiu o saneamento. O mérito é da equipe de funcionários, que é um patrimônio do DAE. A equipe trabalhou de forma conjunta, com o máximo possível de organização, e o resultado é uma coisa realmente a se comemorar, declarou.Para que o caixa registrasse as sobras de R$ 3,38 milhões, Macedo e o presidente anterior, Flávio Uchoa - que permaneceu na autarquia até março, saindo para coordenar a campanha de Nilson Costa à Prefeitura -, determinaram a redução de gastos em todos os setores do departamento.A economia também foi possível em razão da implantação de um sistema de controle de dados, que fornece mensalmente informações sobre todos os setores relativos às redes de água e esgoto. Com base nesses dados, o DAE pôde aferir seus índices de produtividade, comparando-os aos registrados por outras empresas públicas ou privadas do setor. Algumas dessas comparações apontaram que o DAE tinha indicadores bastante expressivos. Entre eles, o presidente cita a redução de despesas de pessoal por metro cúbico de rede de água instalada, ou seja, atualmente a autarquia faz mais ligações de água com menos funcionários.Macedo relata que o DAE tentou reduzir o custo de manutenção das redes de água e esgoto, mas as altas do petróleo, que incidem desde o preço do combustível até do encanamento, e as correções das tarifas de energia elétrica não permitiram. Atualmente, 25% das despesas fixas da autarquia devem-se ao consumo de luz. E, desse jeito, não é possível fazer milagre, comenta.DívidasApesar de ter registrado superávit neste ano, o DAE deverá iniciar o exercício de 2001 com R$ 127 mil em caixa, além da expectativa do recebimento de R$ 250 mil em pagamento de consumo. Os valores, no entanto, não contaram como sobra porque irão servir de recursos para manutenção da autarquia.Mesmo assim, Macedo salienta que o departamento não iniciará o novo milênio a zero. O novo presidente, seja ele quem for, pegará a casa melhor do que quando o Flávio (Uchoa) iniciou a organização do DAE e nós conseguimos levar a cabo de uma forma gratificante. Por isso, acho que há motivos para comemoração sim, afirma.A redução de superávit de R$ 3,38 milhões para R$ 377 mil deve-se ao pagamento de parte da dívida do DAE com a Companhia Paulista de Força e Luz. O valor, que não vinha sendo pago pela autarquia desde 1997, foi negociado, resultando em um parcelamento de 36 vezes de R$ 121 mil. Com o lucro, registrado em 2000, 24 parcelas foram pagas. As 12 restantes, garante Macedo, não comprometerão o orçamento mensal do DAE. Essa é uma dívida consolidada, já negociada, e não pode ser considerada descontrole. O pagamento dessas parcelas não irão causar problemas para a autarquia, sustenta.Desde a posse de Antonio Izzo Filho, o DAE não registrava lucro. Em 1997, o déficit orçamentário foi de 4,3%, subindo para 15,8% em 1998. Em 1999, com Flávio Uchoa já à frente da autarquia, o rombo foi reduzido para 2,85%, atingindo o superávit de 11,3% ao término da gestão Nilson Costa.Grande vitóriaA modelagem matemática do aqüífero Guarani, no qual estão instalados os atuais poços artesianos de Bauru, foi apontada por Sérgio Macedo, presidente do DAE, como a grande vitória de sua administração e a de Flávio Uchoa, presidente anterior da autarquia.Na entrevista coletiva, Macedo listou o número de realizações implementadas durante o exercício de 2000 da autarquia. Só não ampliamos a gama de atividades porque tínhamos o compromisso de encerrar a administração de 2000 sem déficit, justifica.Entre as atividades, o presidente do DAE citou a ampliação de 2.350 metros de ligações de esgoto, 24.570 metros de extensão de rede de água, mais de 32 mil metros de extensão de rede de esgoto, além da entrega do reservatório do Núcleo Gasparini e de adutoras nos parques Jaraguá e Roosevelt e do desenvolvimento do projeto hidromecânico da Estação de Tratatamento de Água (ETA).O grande desafio para 2001 será reformar a ETA sem suspender seu funcionamento, o que poderia ser um desastre para a população de Bauru. Mas tenho certeza de que os funcionários do DAE são capazes de realizar o trabalho sem prejuízo para a cidade, declarou o presidente.Questionado por um jornalista se gostaria de permanecer no DAE, Macedo foi reticente. Quem deixa ou não de colocar é o presidente do DAE ou o prefeito. Eu prefiro não falar nada. Acho que essas coisas, ao seu tempo, serão pensadas, concluiu.

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