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Dudu assumirá DAE na próxima 2ª feira

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O vice-prefeito Dudu Ranieri (PFL) anunciou ontem que vai assumir a presidência do Departamento de Água e Esgoto (DAE) na próxima segunda-feira, dia 9. Nesta semana, ele definirá os três primeiros nomes de sua confiança que vão ocupar cargos estratégicos na autarquia municipal. Ranieri disse ainda que a prioridade número um de sua gestão será a reforma da Estação de Tratamento de Água (ETA) do rio Batalha, responsável por 50% do abastecimento da cidade.

Segundo o vice-prefeito, a estação - construída na década de 60 - necessita de reformas urgentes para conter o vazamento de 30% da água captada no Batalha. Estima-se que a obra custará mais de R$ 3 milhões e terá que ser feita de maneira setorizada, de forma que o abastecimento do Município não seja prejudicado. Na opinião de Ranieri, a recuperação da ETA é muito mais importante que o projeto de construção das estações de tratamento de esgoto, levando em conta que trata-se de um setor que presta serviço essencial à população.

Na sua avaliação, a implantação do tratamento de esgoto na cidade dependerá da liberação de recursos governamentais. O pefelista informou que continua avaliando relatórios do DAE que apontam despesas, receitas, quadro de pessoal, metas a serem atingidas, entre outros dados. Estou avaliando tudo. E com muito mais cautela o quadro de pessoal da empresa.

Ele afirmou que tem restrições sobre um possível reajuste na tarifa da água. O atual presidente da autarquia, Sérgio Macedo, estava finalizando estudos para reajustar a tarifa de água, que depois seria encaminhado ao prefeito para avaliação. A aplicação do último reajuste, de 23%, ocorreu no final de 99 e foi dividido em três parcelas. O aumento da tarifa de água será a última medida que a administração deve tomar e só vai ser definida se realmente houver necessidade, garante. O vice-prefeito não concorda com a política de taxar ainda mais o bolso do contribuinte.

Uma das metas de Ranieri na sua gestão frente ao DAE será a diminuição das despesas com energia elétrica, que representam cerca de 30% dos gastos da empresa. Ele defende a construção de pelo menos mais seis reservatórios no Município. Com isso, as bombas que captam água no subsolo ficariam menos tempo acionadas, proporcionando economia de energia elétrica.

Mais cobrança

O futuro presidente do DAE não economizou críticas ao Governo do Estado, que pretende aprovar, neste ano, projeto de lei que vai cobrar dos municípios o uso pela água de rios e mananciais subterrâneos. Isso será um crime contra a população. Pelo projeto, a autarquia terá que desembolsar cerca de R$ 350 mil por ano pela captação das águas do rio Batalha e do Aquífero Guarani, as duas fonte de abastecimento da cidade.

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