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Vítima reage a roubo e imobiliza ladrão

Redação
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Apesar de armado, o ladrão levou a pior numa tentativa de assalto a uma casa localizada na avenida Castelo Branco, ocorrida no último sábado à noite. As vítimas, um casal com seus três filhos, mesmo ameaçadas de morte, reagiram e conseguiram imobilizar o homem, identificado como Paulo Alves Ribeiro, 38 anos, conhecido por Paulinho da Lola, Paulinho da Lazinha, Paulinho da Luísa, entre outros apelidos, até a chegada da Polícia Militar.

A arma que pertenceria a Ribeiro disparou várias vezes durante a briga entre ele e o casal, mas ninguém ficou ferido. Ribeiro, que tem várias passagens pela polícia por furto, foi preso em flagrante e encaminhado à Cadeia Pública de Bauru. Ele alegou que estava no local porque teria um relacionamento amoroso com a moradora da casa, uma das duas pessoas que figuram como vítimas.

As vítimas, cujos nomes estão sendo preservados por que temem represália, contaram à polícia que, a princípio, fizeram o que o ladrão pedia, mas como ele queria mais dinheiro e ameaçava matar todos, reagiram. O casal contou que foi abordado por um homem encapuzado, armado de revólver, quando tirava o carro da garagem da casa, por volta das 20h30 de sábado.

Enquanto o marido dava a partida no carro, a mulher abria o portão, quando foi surpreendida pelo encapuzado, que passou um dos braços em seu pescoço, colocou o revólver em sua cabeça e anunciou o assalto. O marido, que já estava no carro com os três filhos pequenos do casal, desembarcou e dirigiu-se ao ladrão, entregando-lhe R$ 240,00 de que dispunha na carteira.

O encapuzado, segundo as vítimas, queria mais dinheiro e uma filmadora. Ele teria dito que aquela quantia não era dinheiro e levou as vítimas, inclusive as crianças, para o interior da casa, que fica no segundo andar. Já na casa, o marido teria dito que não havia mais dinheiro e se dispôs a entregar o relógio e uma corrente, mas o acusado, até então encapuzado, não aceitava.

Uma das crianças chegou até a oferecer um cofrinho com moedas, quando o acusado tirou o capuz e teria tido que iria matar todos, apontando a arma para a mulher. O homem, que contou ter estado o tempo todo atento à arma do ladrão, aproveitou um momento em que ele não a apontava para ninguém e reagiu.

Ele contou que, num pulo, conseguiu segurar a mão do acusado, momento que a arma disparou, atingindo a parede da casa. Em seguida, quando vítima e acusado travavam luta corporal, a arma ainda disparou mais três vezes, não atingindo ninguém. Durante a luta, a mulher, usando o revólver, que foi ao solo, golpeou o acusado várias vezes. Quando a Polícia Militar chegou ao local, o acusado já estava dominado.

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