A Câmara Municipal está dividida sobre a contratação do terceiro assessor parlamentar. Uma parte dos vereadores já se decidiu e, sem constrangimentos, afirma que vai contratar mais um assistente para o gabinete. Uma outra parcela prefere não se comprometer de imediato e diz que ainda não se decidiu sobre o assunto. Há, ainda aqueles parlamentares que são contra a contratação. A posição do recém-empossado presidente do Legislativo, Walter Costa (PPS), sobre o terceiro assessor acabou criando uma polêmica.
Em entrevista publicada na edição de ontem do Jornal da Cidade, Costa não só defendeu a contratação do terceiro assessor como afirmou que será o primeiro a fazê-lo. Ele só espera sinal verde da assessoria financeira da Câmara. O setor está avaliando se os 21 futuros contratados não vão exceder o limite de 70% imposto por lei como teto para gastos do Legislativo com o quadro de pessoal. O custo de contratação do terceiro assessor será de R$ 380 mil por ano.
O assunto será motivo de muita discussão polêmica nesse início de legislatura. No grupo dos vereadores contrários à contratação figuram Leandro Martins (PPB), João Parreira (PDT), Toninho Garmes (PSDB), Rodrigo Agostinho (PMDB), José Clemente (PPS) e Edmundo Albuquerque (PSDB). Eles estão com o discurso afinado e justificam que dois assessores parlamentares são suficientes para atender a demanda de serviços do gabinete.
Além dos dois assessores, a estrutura administrativa da Câmara dá um grande apoio ao parlamentar para que ele cumpra suas atividades legislativas, opina Agostinho. Edmundo, que votou contra o projeto, também divide a mesma opinião com o peemedebista. Dois são suficientes, comentou.
A favor
No bloco dos vereadores favoráveis à contratação de mais um auxiliar estão Faria Neto (PDT), Pastor Luiz (PDT), Renato Purini (PDT), José Eduardo Ávila (PPB) e Osvaldo Paquito (PFL). A justificativa do grupo é o oposto daqueles que defendem que não há necessidade do terceiro assessor parlamentar. Sou favorável. Se avaliarmos bem, tem vereador que não precisa de nenhum assessor porque não trabalha. Agora eu vou trabalhar em toda a cidade. Vou fazer um grande trabalho, diz um decidido Paquito.
Ávila soma-se ao pefelista. Bauru cresceu muito e o vereador necessita de mais assessores para dar continuidade ao seu trabalho. Ele votou a favor da criação do cargo e foi um dos parlamentares que, antes da decisão da Justiça, chegou a contratar o terceiro assessor.
Assim como há os vereadores contra a contratação e os que são favoráveis, existe o grupo dos indecisos. Fazem parte desse bloco Paulo Eduardo Martins (PFL), Maria José Majô Jandreice (PC do B), Luiz Carlos Valle (PDT), Humberto Santana (PDT) e Walter Lelo Rodrigues (PTB). Eles ainda não decidiram se pretendem contratar mais um assessor. Até o momento só contratei um. Estou avaliando a necessidade das demais contratações, explicou Paulo Eduardo.
Os vereadores Milton Dota Jr. (PDT), José Carlos Batata (PT), Roberto Bueno (PTB) e Paulo Madureira (PPB) não foram localizados para comentar o assunto.