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O carro faz parte. O carro é motel, é hotel e é necessidade

André Tomazela
| Tempo de leitura: 3 min

O diretor funerário e que atua na cidade de Bauru e região, João Alberto Colnaghi, afirmou ter vivido muito bem os seus 48 anos. Ele teve a possibilidade de, muito novo, começar a dirigir. Com 16 anos, aprendeu a guiar numa perua Kombi, de propriedade da funerária de seu pai. Quem aprende guiar com Kombi, passa a dirigir qualquer outro veículo, afirma

De acordo com Colnaghi, é uma característica do brasileiro e de todo menino ter o automóvel presente no decorrer da vida. Na infância, o automóvel aparece como principal brinquedo e, depois, como desejo de consumo. Torna-se, muitas vezes, a meta principal da vida de muitas pessoas: adquirir o carro dos sonhos.

A motocicleta não deixou, no entanto, de ser um desejo realizado que o acompanhou nesta trajetória. Desde os 18 anos, quando adquiriu a habilitação para dirigir, o jovem Colnaghi teve sua primeira motocicleta, uma Yamaha 50 cilindradas, de 1971. Eu não conseguia realmente identificar se era uma moto ou um pernilongo. Mas já que funcionava..., brinca.

Em 1968 e 1969, as primeiras motocicletas Italjet que surgiram no País caíram nas mãos de Colnaghi, pioneiro em trazer para Bauru o modelo de apenas duas marchas.

Hoje nós temos motocicletas especulares, para viagens e para velocidade. E esse Brasil é muito bom para viajar e conhecer, embora algumas rodovias não ajudem muito e a velocidade seja, hoje, algo muito complicado. Existem motocicletas que atingem hoje 300 km/h e automóveis que andam a 240 km/h. Mas há a lei e temos que cumpri-la, comenta.

O seu primeiro carro foi um Fusca amarelo. Na época, quem não teve um Fusca, não é? Um fusquinha amarelo. Que coisa horrível. Muito feio! Era um fusquinha 1.300, que eu deixei bonitinho!, brinca.

Depois veio o TC da Volks, que segundo Colnaghi era um espetáculo de carro. Esse carro tornava o rapaz conquistador muito vagabundo, porque o carro conquistava sozinho.

Após a habilitação, Colnaghi começou a dirigir profissionalmente e com muito pouca responsabilidade. Eu não posso afirmar que eu nunca fiz racha na minha vida, eu estaria mentindo! Mas o racha e o cavalo de pau não foram muito freqüentes na minha juventude, comenta.

Do Opala ao Stratus

Aguarde um minutinho que o Opala vem aí. Quem não se lembra desse anúncio da época? Em 1969 chegaram os Opalas. E Colnaghi teve um dos mais poderosos, 250 S de seis cilindros, embora confesse que o seu sonho de consumo não chegou a se concretizar: um Mustang Match One. Por uma série de porquês, naquela fase da minha vida, eu não alcancei este sonho. Eu tive outros bons carros, mas o Match One ficou para trás, comenta. O modelo até hoje simboliza o sonho de liberdade dos norte-americanos em cima do Mustang, em função do seu poderoso motor V8, que alcançava velocidades incríveis para a época, de 180 a 200 km/h. Hoje, um motor de 4 cilindros alcança velocidades de 300 km/h.

Quem deseja e trabalha acaba alcançando. E, mais recentemente, Colnaghi possuiu carros mais moderninhos. Mas o Ômega também acabou escapando de suas mãos. Em 1996 a produção do Ômega foi encerrada e eu não tive nem um quatro cilindros, nem um seis cilindros, de tipo nenhum, lamenta.

Atualmente, Colnaghi possui uma Valkíria. É uma poderosa boxer Honda 1.500 cilindradas, de seis cilindros. No reino dos automóveis, a Chrysler faz a cabeça de Colnaghi, com o seu completo Stratus. Hoje eu não tenho mais paciência para fazer o carro (colocar os opcionais).

Carro, para eu comprar, tem que ser top de linha. Tem que ter ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricos e desembaçador. Sai mais barato comprar um carro completo, atualmente, afirma. Colnaghi também gosta de camionetas de porte grande. A preferida é a Silverado, modelo que já possuiu por duas vezes.

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