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EXTINÇÃO DE PSs: A BOMBA DO MILÊNIO

Maria Aparecida Damaris
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Como moradora de Bauru há 30 anos, sinto-me no dever de manifestar meu mais profundo repúdio à proposta feita pela secretária da Saúde, dra. Eliane Fetter Telles Nunes, e endossada pela vereadora Majô, de extinguir os pronto-socorros dos bairros (Mary Dota, Vila Ipiranga e Bela Vista). A alegação usada para justificar tal absurdo, de que estas unidades funcionam precariamente, é uma verdadeira confissão de culpa. Na verdade, se os pronto-socorros dos bairros não funcionam de acordo com as necessidades da população, a responsabilidade é da própria secretária e da administração pela qual responde. Acabar com os PSs é um retrocesso gigantesco, levando-se em conta que foram criados devido à insuportável demanda do PS Central.

Como a população de hoje é ainda maior do que na época em que os PSs foram criados nos bairros, é de se supor que a situação beiraria à tragédia social. Será que a secretária e os que apoiam consideram possível atender um contingente de 315 mil pessoas numa única unidade de urgência? Faço um apelo ao senhor prefeito Nilson Costa para que não aceite, de forma alguma, pressões no sentido de prejudicar os bauruenses, já tão sofridos.

Caso contrário, passará à história como o prefeito que destruiu o sistema de saúde municipal. Se há deficiências no atendimento, é preciso que sejam corrigidas imediatamente. Saúde é direito de todo o cidadão, como prevê a Constituição, e deve ser prioridade de uma administração que se reivindica comprometida com o povo. Gostaria que meu voto nas últimas eleições não fosse motivo de remorso. (Maria Aparecida Damaris - RG. 10.326.312)

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