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Condi diz que não tinha dever de repassar verba

Redação
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Agudos - O ex-prefeito de Agudos, Afonso Condi (PSSB) procurou o Jornal da Cidade para rebater as informações do ex-vereador Régis Pauletti (PSD) sobre o não-repasse da última parcela da verba à qual Câmara Municipal tem direito e que não foi efetuado até o término de seu mandato. Como o repasse não foi feito ainda, a Câmara está sem recursos para fazer o pagamento dos salários dos vereadores e funcionários.

O ex-prefeito alega que nos dois últimos anos, quando o presidente da Câmara era José Aparecido Dantas, houve um acordo entre o Executivo e o Legislativo. Fizemos um acordo, que pode ser comprovado, que o repasse para a Câmara era realizado até o quinto dia útil do mês seguinte. Então não houve atraso. Lógico, não tivemos dinheiro para fazer todos os pagamentos. Então, agora, o primeiro repasse, o novo prefeito já poderia até ter feito, com o dinheiro que veio dia 3 para a Prefeitura, argumenta.

Condi diz que essa seria a continuidade normal. Se isso vinha sendo feito há dois anos, a gente continua na mesma linha. O ex-prefeito diz que é importante ressaltar que a Prefeitura pagou no mês de dezembro o salário de novembro e o 13º de todos os funcionários, além de diversas indenizações. Fora isso, nós também deixamos em dia o hospital, que é uma coisa importante de dizer. Não tem nenhuma certidão negativa em falta para a Prefeitura.

Para Condi, mais importante do que falar da situação em que ele deixou a Prefeitura de Agudos, é falar da situação quando ele assumiu o cargo em 1997. Eu acho que Agudos era uma situação singular na região toda, até no Estado de São Paulo. Nós tínhamos dívidas que beiravam R$ 30 milhões. E se nós estamos deixando R$ 3 milhões, eu acho que estou deixando muito pouco em vista da situação da Prefeitura que eu peguei.

Condi afirma ainda que pegou ainda a frota sucateada e não tinha nenhum veículo para poder fazer nenhum serviço. O povo sabe, o pessoal da região sabe. As prefeituras nos ajudaram no começo porque nós tínhamos verba bloqueada. Não tinha dinheiro para nada.

De acordo com Condi, a receita de quando ele assumiu em 97 era R$ 13,5 milhões. Hoje eu estou deixando uma receita de R$ 20 milhões para a Prefeitura. Nós tivemos que pagar várias transferência de IPVA durante esse ano que vai resultar num aumento do imposto neste ano de 2001, de cerca de R$ 1 milhão. Em 1997, segundo ele, era de R$ 200 mil).

Entidades

Com relação ao não-repasse de verba devida às entidades assistenciais do muicípio, o ex-prefeito de Agudos prefere fazer uma comparação: Em 1996, as entidades não recebiam da Prefeitura nem R$ 20 mil por ano. Em 2000, elas receberam mais de R$ 80 mil da Prefeitura, por ano. Então, é um avanço considerável, diz. Condi afirma que uma entidade, por exemplo, recebia em 1996, R$ 7 mil da Prefeitura, desses 20 mil. Hoje, ela recebe mais. Por tudo o que nós fizemos, eu acho que nunca uma administração passou tanto dinheiro para as entidades quanto a nossa.

As entidades, como denunciou ao longo do ano passado, a presidente do Conselho Municipal de Assistência Social, Norá Franco da Riva, passam por sérias dificuldades financeiras em decorrência do não-repasse de verbas devidas por parte da Prefeitura. O assunto chegou inclusive a contar com a intervenção do Ministério Público que chegou a estabelecer um acordo com o então prefeito Afonso Condi. Parte desse acordo não foi cumprido segundo Norá.

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