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Na malha o que vale é a técnica

David Cintra
| Tempo de leitura: 3 min

O jogo de malha é praticado em um campo ou pista com cerca de 40 m de extensão por 2,5 m de largura, construído em concreto e revestido por asfalto frio, pintado. Em cada extremidade do campo (denominadas cabeceiras) são pintados círculos ao centro dos quais é colocado um pino móvel. O objetivo do jogo é derrubar o pino na extremidade oposta com arremesso de malhas. As malhas são discos de metal, normalmente de aço, com cerca de 11 cm de diâmetro, 135 mm de espessura no centro e peso de no mínimo 500 e no máximo 750 g. Já o pino ( em algumas regiões chamado chico) tem um comprimento de 18 cm e diâmetro de 3 cm.

A partida de malha normalmente é jogada por equipes de quatro jogadores, mas pode ser praticada também por duplas e até individualmente. No jogo por equipes, em cada cabeceira ficam dois jogadores de cada equipe e cada um tem direito a lançar duas malhas seguidas. A contagem de pontos é feita da seguinte maneira: ganha 4 pontos a equipe cujo atleta derrube o pino na extremidade oposta. Após concluídas todas as jogadas dos atletas de uma cabeceira, cada malha que permanecer no círculo interno e ficar mais próxima do pino que a do adversário dá direito a dois pontos à equipe que a jogou. No entanto, os arremessos e a postura dos atletas devem odedecer a várias regras. A força não é uma necessidade, já que este é um jogo extremamente técnico, ganha quem tiver melhor pontaria, a "mão mais leve".

Para aprender a jogar malha e conhecer as regras do jogo, não é difícil. Segundo Antenor Custódio, presidente do Clube Princesa Izabel, com uma ou duas semanas, o leigo já começa a acertar e em seis meses, praticando todas as semanas, ele já pode se firmar. Mas, para se tornar um bom jogador de malha é outra história, é preciso muito treino. "Às vezes um jogador fica uns dois meses sem atuar e quando volta já não tem a mesma eficiência. É um jogo que exige o hábito, mas é também uma ótima terapia e um excelente exercício, que além de movimentar o corpo exige também da mente", afirma o dirigente malhista.

Em Bauru atualmente apenas quatro equipes disputam torneios: Arapongas, Redentor, Padilhão e Princesa Izabel. No EC Noroeste há duas pistas desativadas. Alguns clubes possuem campos de malha mas não têm equipes de competição. Na Vila Independência está sendo formado uma equipe, o Asa Branca, que já recruta alguns jovens e pode iniciar uma renovação no esporte.

Em âmbito estadual o esporte é organizado por Ligas, filiadas à Federação Paulista de Malha. Na região não existe nenhuma Liga, por isso, os torneios são apenas regionais. Apesar disso, a equipe de malha de Bauru, ficou em quarto lugar nos Jogos Abertos do Interior no ano passado. São José dos Campos, atual campeã brasileira e paulista é o maior destaque da malha atual, mas Franca é o grande celeiro de jogadores e empresta atletas às principais equipes do Estado.

Esta é a malha que beira o profissionalismo, que exige muita técnica e experiência de seus praticantes. Mas, o esporte ainda é jogado romantica e amadoristicamente por todo Brasil, em campos improvisados de terra batida, ao ar livre e com regras próprias de cada localidade. Foi assim que a malha se espalhou pelo mundo e se manteve informal, saudável e charmosa.

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