É preciso cuidar do corpo e procurar descansar antes ou depois de realizar viagens longas. As mudanças de fuso alteram o organismo
A viagem rápida que atravessa muitos fusos horários cria muitos estresses biológicos e psicológicos, levando a fadiga, irritabilidade, e outros sintomas físicos e mentais, à essa alteração chama-se Jet Lag ou síndrome de Jet. O quadro ocorre tanto em viagens de Leste para Oeste ou vice-versa. Estão envolvidos não somente hábitos do sono, mas também os ciclos mais profundos da temperatura corporal interna, eliminação de água e eletrólitos, desidrogenase lática plasmática e outras medidas fisiológicas. O tempo necessário para um viajante entrar em um ritmo normal na nova localidade depende de diversos fatores, incluindo características individuais, número de fusos horários que foram atravessados, oportunidade de repouso antes do vôo ou depois do mesmo e, para alguns, a direção do vôo.
Não é provável que uma pessoa que viajou do Oeste tenha dificuldade para deitar-se à noite no novo fuso horário, mas talvez sofra insônia matinal; ao atravessar vários fusos horários na direção Leste é provável a insônia pela noite e o atraso no despertar. Se o viajante tem tendência a insônia, a viagem pode aumentá-la de forma incômoda; em geral após viagens longas, os passageiros devem planejar um repouso de 24 a 48 horas e evitar compromissos ou decisões importantes durante este período de adaptação. Cientistas indicaram o aparecimento de verdadeiros transtornos da performance psicológica durante as 24 horas que seguem imediatamente a uma viagem através de sete a 12 fusos horários, transtorno que se normaliza após uma boa noite de sono.
Mudanças graduais no padrão de alimentação (recomenda-se uma dieta hipocalórica e hiperproteica) e do sono ( os viajantes podem diminuir estes problemas prestando especial atenção para descansar antes de um vôo prolongado e depois do mesmo), podem aliviar parcialmente este problema. Se as circunstâncias permitirem antes do vôo, o viajante pode se beneficiar mudando suas horas de sono no sentido das que vai ter no novo destino. Se possível, escolher vôos diurnos.
Também deve-se evitar bebidas alcoólicas e abuso de comida, durante o vôo. Alguns hipnóticos durante umas noites depois da chegada podem acelerar a adaptação. Uma dose de 2,5 mg de Melatonina, retarda o ritmo circadiano quando administrado pela manhã e avança o ritmo circadiano quando administrado à tarde ou à noite, podendo ser utilizado em viagens transmeridional. A literatura tem demonstrado que alterações do ritmo circadiano podem levar a eventos cardíacos como: infarto do miocárdio, isquemia e morte súbita. Vôos diurnos são os mais recomendados para pacientes cardiopatas.
Alguns esquemas terapêuticos devem ser modificados para compensar as alterações do ritmo circadiano; por exemplo, os diabéticos que tomam insulina de ação prolongada podem necessitar de mudanças para insulina regular, até que eles tenham se acomodado ao horário do novo local, aos alimentos disponíveis e ao seu novo padrão de atividades. Podem ser necessários outros ajustes do esquema terapêutico, que devem ser baseados mais no tempo decorrido do que no horário local.
Diminua o Jet Lag do seguinte modo:
evite partidas noturnas ou logo cedo
se possível, planeje um tempo de chegada que permita o sono de uma noite completa
para vôos longos leve: abafadores de ruído (earplugs) e chinelos para serem usados na aeronave
use roupa solta e confortável
coma e durma de acordo com o novo fuso horário
selecione um assento quieto na aeronave, longe de banheiros e de galeras
Usando estas técnicas, você evitará muitos problemas associados com o Jet Lag, tais como: sonolência, insônia e desordens de gastrointestinal.
Tente evitar qualquer procedimentos empresarial importante até o dia seguinte à sua chegada - você estará muito mais alerta e mais apto tomar decisões.