Para viajar com bebês e/ou crianças é preciso estar atento a alguns cuidados básicos, com o objetivo de evitar maiores transtornos
Para viajar é necessário mudar rotinas e se adaptar a novos lugares. As criança parecem não sentir essas mudanças, mas, na realidade, são as que mais sofrem. Para que o passeio seja agradável e não ocorra fatos indesejáveis, os pais devem estar atentos aos cuidados básicos recomendados por pediatras. Antes de sair de viagem com a família, principalmente se for viagem longa, o pediatra deve ser consultado.
De acordo com a pediatra Adriana Barbieri Horikawa, o mais comum são viagens à praia. Neste local, explicou a médica, é preciso que os pais estejam atentos à exposição das crianças ao sol. É preciso manter as criança bem hidratada com líquidos como água, suco e água de côco (são mais indicados que refrigerantes) e evitar a exposição ao sol mais forte, disse.
Ela explicou que além da desidratação que pode ocorrer, casualmente, nas crianças, as queimadura solares de pele também são perigosas, portanto o protetor solar é uso obrigatório em qualquer lugar e independente da temperatura, mesmo em dias nublados se deve usar o protetor. O fator de proteção solar deve ser acima de 30 para crianças e com reaplicação a cada duas horas, afirmou.
Outra doença comum em crianças é a diarréia, toxicação alimentar ou viroses. A recomendação de Adriana para esses casos é dar bastante líquido para as crianças, soro caseiro para hidratar e, se estiver vomitando, tentar controlar com um antiemético via oral. Se com esses cuidados a criança não melhorar, a única solução é procurar um médico, porque pode ser um caso mais sério, afirmou.
Inflamação na garganta, dor de ouvido, febres, gripes e resfriados são motivos para levar essa criança até um posto médico para que seja examinada e possa receber o tratamento adequado. Não é recomendável sair de viagem com uma criança que já apresente um quadro doentio. O ideal é tratar primeiro da enfermidade para depois viajar. O médico da família deve acompanhar o caso e orientar os pais em como proceder se caso ocorrer algum incidente.
Durante a viagem, Adriana aconselha que os pais levem líquidos no carro e ofereçam sempre às crianças, não comer muito antes de viajar também é importante para que o estômago não fique pesado. Respeitar os horários é essencial. A criança deve comer como está acostumada, sem saltar refeições, o almoço, o jantar e o lanche da tarde devem ser feitos mesmo em viagens, disse.
Adriana explicou que em casos de ânsia de vômito, pode ser administrado um antiemético para a criança.
Para finalizar, a médica disse que os pais não podem deixar de ter em mãos um antitérmico, um antiemético, analgésico, soro (pode ser comprado em pó nas farmácias e dado na mamadeira), gases, esparadrapo, anti-séptico e ataduras.
Um recém-nascido pode viajar?
Antes de tudo é necessário observar as normas de segurança aplicáveis. No caso de viagens de carro, usar cesto apropriado bem preso pelo cinto de segurança, sempre no banco de trás.
Nos trechos de serra, bem como nas cabines pressurizadas dos aviões, um cuidado adicional deve ser tomado. O bebê deve ser amamentado periodicamente, pois o ato de sugar evita que os ouvidos fiquem tampados e venham a doer.
É bom lembrar que a Infraero, empresa que administra os aeroportos brasileiros, contra-indica as viagens de avião nos primeiros sete dias de vida do bebê.
De acordo com Adriana, durante os primeiros 20 dias é indicado que o bebê não saia de casa. Se puder esperar um mês antes de viajar com o bebê é melhor. Se tiver muito conforto para o bebê, pode até levar, mas não acho muito legal, disse.
Depois dos 30 dias, é preciso tomar muito cuidado com o bebê. Jamais sair com ele sem um filtro solar e lembrar que a hidratação é fundamental. Não pode descuidar, porque a criança é mais sensível e merece cuidados especiais. Eu aconselho aos pais que saiam com os bebês somente após 30 dias e, mesmo assim, com muito cuidado, disse.