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Registros no Procon cresceram 11%

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 4 min

O número de procedimentos chegou a 26.072, em 2000. Os maiores crescimentos foram nas áreas de habitação e serviços

Um levantamento divulgado pelo Procon - órgão de defesa do consumidor -, de Bauru, revelou um aumento de 11,16% nos registros feitos pela população no ano passado, em relação a 99. Em 2000, o total de registros - entre consultas e reclamações - chegou a 26.072 (ver quadro na matéria). Em 99, o total foi de 23.453 registros.

Vale lembrar que os casos registrados como consulta, são aqueles resolvidos de imediato, através do acionamento do Procon. Ou seja, não são arquivados nos registros do órgão como reclamações. As informações foram passadas pelo coordenador do Procon, Sílvio Orti.

Os maiores aumentos, em termos de reclamações, foram nas áreas de habitação, com 1.131 no ano passado contra as 381 registradas em 99 (aumento de 196,85%), e de serviços, que teve 7.299 reclamações no ano 2000 contra 719 no ano anterior (aumento de 915,15%).

Para o caso do setor de serviços, o crescimento gigantesco de reclamações registradas no ano passado, na comparação com 99, é explicada por Orti como motivada pela adoção, a partir de julho de 2000, de uma política mais benéfica ao consumidor. De acordo com ele, desde essa época os atendentes do Procon estão abrindo registros de reclamações mesmo que faltem alguns documentos necessários para tal.

Nós decidimos abrir a reclamação e exigir do fornecedor do serviço em questão a apresentação desses documentos, concomitantemente com o pedido principal. Isso é feito para que o consumidor não fique sem o mecanismo necessário para buscar a solução do seu problema. Em 99, isso não era feito dessa forma. Quando uma pessoa chegava ao Procon para reclamar dizendo que não possuía o contrato de serviços, ela era orientada a buscá-lo junto ao fornecedor. Isso fazia com que, além do consumidor sair insatisfeito, a maioria deles não retornasse aqui para registrar oficialmente a sua reclamação, que ficava apenas como consulta, afirma Orti.

De acordo com ele, essa é a explicação para o aumento estrondoso do número de reclamações registradas no Procon no ano passado, sobre 99. A diferença do número de consultas registradas no setor de serviços caiu um pouco: foram 5.292 em 99, contra 4.994 no ano passado.

Sobre a área de habitação, Orti diz que o aumento de mais de 190% nos registros de reclamações ocorridos no ano passado foram, em sua maioria, devido a um problema ocorrido com uma construtora da cidade. Foi feita uma divulgação, na época, de que os mutuários iriam pagar 23 prestações para adquirir um determinado empreendimento. Porém, no contrato da construtora, constava que haveria o pagamento de uma complementação, além das 23 parcelas. Mas, o contrato sinalizava sobre a compensação de um saldo que restaria para o mutuário. De posse dessa propaganda, que não veio com papel timbrado da empresa, houve uma enxurrada de reclamações de mutuários no Procon. Mas, no contrato, tudo estava esclarecido. Alguns desses casos foram resolvidos em nível de Procon. Outros, foram encaminhados à Justiça, explicou Orti. Segundo ele, esse problema teria causado o grande aumento de reclamações junto ao órgão em 2000.

Em relação à área de alimentos, houve uma redução no número de reclamações. Em 99, o total ficou em 123, contra apenas 14 registros no ano passado. Quanto às consultas, no ano 2000 foram 207 registros, contra 225 no ano anterior. A maioria das reclamações nessa área, segundo Orti, são em relação a produtos em oferta, que foram passados no caixa com preço normal. Atualmente, grande parte desses problemas tem sido resolvida no momento, diretamente com o consumidor. Por isso, teria havido a queda no número de reclamações no ano passado, na análise do coordenador do Procon.

Na área de saúde, foram 887 consultas no ano 2000, contra 2.195 em 99; e 270 reclamações em 2000, contra 336 no ano de 99.

Na área de produtos, em 99 houve um total de 2.769 consultas, contra 1.492 no ano passado; e 379 reclamações no ano de 99, contra 479 registradas no ano passado.

Na área de assuntos financeiros, em 99, foram registradas 4.608 consultas, contra 2.913 no ano passado. Reclamações totalizaram 1.022 em 99, contra 2.175 no ano passado.

Registros extra Procon (assuntos que não pertencem ao órgão, mas que chegaram até lá através da população), foram 1.239 consultas no ano de 99, contra 1.730 no ano passado; e 815 reclamações em 99, contra 600 no ano passado.

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