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Professor assíduo ganha bônus maior

Redação
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Apeoesp e Udemo criticam o critério de assiduidade adotado por Mário Covas para definir valor do bônus do professor

O Sindicato dos Professores da Rede Oficial de Ensino (Apeoesp) e o Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo (Udemo) discordam dos critérios adotados pelo Governo do Estado para conceder bônus aos professores e diretores da rede estadual.

Pela proposta do governador Mário Covas, o bônus vai variar de R$ 700,00 a R$ 3 mil. O professor que faltou mais de 12 vezes no último semestre (incluindo faltas abonadas e descontadas) receberá o valor mínimo. Em Bauru e região, por exemplo, a grande maioria dos cerca de três mil professores da ativa tem mais de 12 faltas devido à greve ocorrida no ano passado e que teve adesão maciça.

Maria José dos Santos, coordenadora regional da Apeoesp, e Maria José de Oliveira Faustini, presidente regional da Udemo, disseram que as entidades vão pressionar os deputados para que o veto de Covas à proposta da Assembléia Legislativa, que não previa a assiduidade como critério para pagamento do bônus, seja derrubado. Maria José disse que a proposta da Assembléia, que foi vetada por Covas, não considerava falta os dias abonados, dias de tratamento de saúde e dias de greve.

Após o veto, Covas instituiu o critério da assiduidade que não perdoa nem as faltas para tratamento médico. Para a Apeoesp e Udemo, esse critério é uma injustiça com os professores e diretores e fere o direito do funcionário público de abonar seis faltas por ano, de não trabalhar quando estiver doente e de fazer greve. Por isso, as entidades vão pressionar os deputados para que derrubem o veto do governador assim que o trabalho da Assembléia for retomado.

A preocupação das duas entidades é maior porque Covas anunciou que vai pagar o bônus no final desde mês, antes da retomada dos trabalhos da Assembléia. As entidades já estão entrando em contato com os deputados através de cartas e e-mails reivindicando a alteração no critério de assiduidade.

O bônus aos professores será pago com o orçamento da Educação para 2000 que sobrou. Há cálculos de que apenas 2% dos professores da rede estadual vão receber o valor máximo do bônus. Trinta e sete por cento da categoria iriam receber o valor mínimo - R$ 700,00.

Outro ponto questionado tanto pela diretora da Apeoesp quanto pela presidente da Udemo é o fato de, pela proposta de Covas, professores e diretores aposentados não terem direito ao bônus. Para os diretores de escola, a situação é ainda pior, segundo Maria José de Oliveira Faustini, que representa a categoria. Isso porque, segundo ela, o critério adotado é a assiduidade dos professores e a taxa de evasão escolar. Esse critério é injusto porque como o diretor vai controlar a assiduidade do professor? Ele pode controlar as suas faltas, não a dos professores, disse.

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