O vice-presidente da Executiva municipal do PSDB, Natan Chaves, informou ontem que na próxima semana vai procurar o prefeito Nilson Costa (PPS), o vice, Dudu Ranieri (PFL), e o presidente da Câmara Municipal, vereador Walter Costa (PPS), para uma conversa política. O tucano vê com simpatia o desejo do prefeito - já manifestado publicamente - de ter o PSDB participando da Administração.
Chaves comentou que só não convida Nilson para ingressar no seu partido porque já o considera um aliado. Mas se ele quiser, não vejo nenhum empecilho, deixou claro. O tucano, que retomou suas atividades depois de alguns dias de férias, explicou que vai se empenhar para fortalecer o PSDB, visando as eleições do ano que vem.
Essa vontade política vai confrontar com a posição do presidente da Executiva, Rubens Spíndola, que manifestou-se contra a filiação de ex-partidários. Pessoalmente, vou trabalhar para compor. Quero ver no partido os deputados Carlos Braga e Pedro Tobias, e mais o Tuga. Também vou conversar com os vereadores Clemente, Milton Dota e Rodrigo Agostinho, anunciou.
O tucano esclareceu que não controla as decisões de Spíndola, conforme noticiado na edição de ontem, na coluna Entrelinha, através da manifestação de um militante. Eu e o Busch participamos de uma aliança para eleger o Rubens presidente da Executiva. Quero costurar de novo essa aliança, disse, dando a entender que há divergências emperrando a relação do trio.
Na última reunião do diretório do PSDB, Spíndola e Busch foram protagonistas de uma discussão ríspida em conseqüência da votação que decidiu abrir as portas do partido para ex-correligionários. Busch era a favor e o presidente tucano, contra. Acho que ainda existem resquícios da eleição passada que ainda não foram colocados para fora, avalia Chaves.
Para o vice-presidente do PSDB, tanto o seu partido como o PTB - que fez parte da aliança - deram demonstrações de que se empenharam nas últimas eleições. Os presidentes do PTB e do PSDB, que eram vereadores, são prova disso. Se dedicaram tanto que deixaram de lado suas campanhas.
Antecipando-se ao clima eleitoral, o tucano adiantou que vai apoiar a candidatura do ministro da Educação, Paulo Renato Souza, ao Senado Federal. Para a presidência, meu candidato é o ministro José Serra. Estive com os dois no final do ano. Serra acumula todas as qualidades e defeitos que um candidato precisar ter para ser presidente da República.
Na próxima segunda-feira, Natan Chaves vai compor a comitiva tucana que irá a São Paulo para participar de uma reunião com o presidente da Executiva estadual do PSDB, deputado Edson Aparecido. Além dele e Spíndola, o coordenador regional, Élio Busch, também participará do encontro.
Na sua avaliação, o presidente da Executiva municipal conseguiu provocar a atenção da instância estadual para a situação de Bauru. A reunião será uma oportunidade para avaliarmos o que foi a eleição passada e a situação em que está o quadro hoje. Chaves acredita que a reunião deverá se iniciar com um clima pesado. Mas depois de desalojar tudo, a relação voltará ao normal.