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Skate, esporte e diversão nas ruas

Rodrigo Figueiredo
| Tempo de leitura: 2 min

Quarenta anos após ser inventado por surfistas na Califórnia (EUA), o skate mostra maturidade e cresce em todo o País

O skate, um esporte quarentão, criado por surfistas na década de 60, entra no século XXI em plena forma e volta à moda no País graças aos grandes resultados de brasileiros no circuito mundial.

Encarado por alguns como esporte e por outros como simples diversão, a verdade é que o skate alcançou a sua maturidade, mas ainda hoje luta para romper as barreiras do preconceito e de certos valores atribuídos erradamente aos seus praticantes de forma generalizada. Em geral, os skatistas são estigmatizados como baderneiros e até drogados. Rótulos à parte, os seus praticantes fazem questão de frisar de que o skate não é esporte de marginais.

A adrenalina sentida pelos skatistas a cada manobra concluída é a maior motivação para os que sobem no skate nunca mais descer. Levado à sério - como esporte - ou apenas para passar o tempo - como diversão -, no final o sentimento é o mesmo. Dependendo da habilidade de cada um, o skate pode virar até profissão.

Nos Estados Unidos, terra onde o esporte foi inventado, e na Europa, o skate movimenta milhões de dólares anualmente. Os principais campeonatos e patrocinadores estão por lá. Os brasileiros, apesar de todas as dificuldades encontradas no País para se profissionalizar e viver só do esporte, também dão o seu show no exterior e se destacam nas principais competições.

Os grandes nomes do Brasil no circuito internacional são Lincoln Ueda e Bob Burnquist, feras no vertical, modalidade disputada em pistas em forma de U, chamadas de half. Na modalidade street, que simula obstáculos encontrados nas ruas das cidades, os brazucas mais conhecidos são Rodil Ferrugem, hexacampeão brasileiro e Carlos de Andrade, atual campeão mundial. O bauruense Wolnei dos Santos, o Hall, também se destaca no Brasil e no exterior.

As drogas, principalmente a maconha, não são alheias ao meio, mas não se deve generalizar. "Uma vez perguntaram para um skatista famoso o que seria do skate se houvesse exame antidoping e ele respondeu que os campeonatos não teriam a mesma graça", conta Wolnei. "Mas isso vai da cabeça de cada um. Eu prefiro não usar, pois quero competir por muitos anos ainda", garante. "O problema é que muita gente coloca um skate embaixo do braço e sai por aí para se drogar, aí todo mundo acaba levando a fama", reclama Eduardo Giacon, um dos incentivadores deste esporte em Bauru.

Na cidade, por sinal, o skate tem praticantes espalhados por toda a cidade, mas se ressente de um local específico para a sua prática, onde os skatistas possam treinar sem agredir o patrimônio público, como praças e ruas. "Para aprender skate por aqui, temos que usar a criatividade, foi assim que aprendi o que sei hoje", ensina Hall.

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