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Botucatu já tem 52 casos de meningite

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu - Sobe para 52 o número de pessoas infectadas por meningite em Botucatu. De acordo com o médico e professor do Departamento de Saúde Pública e coordenador do Núcleo de Vigilância Epidemiológica do Hospital das Clínicas, Carlos Alberto Macharelli, apenas um dos casos foi de meningite meningocócica - tipo causado por bactérias e considerado mais grave. Os demais são causados por vírus e tendem a evoluir de forma benigna, como uma gripe.

Macharelli explica que não existe um tratamento específico para a meningite viral. São tratados apenas os sintomas, que em geral se manifestam com dor de cabeça, vômito e febre juntos. Em alguns casos, há também rigidez na nuca.

Ele lembra que diante destes sintomas, adultos e crianças devem se encaminhados ao serviço de saúde mais próximo. É muito importante evitar a automedicação, porque alguns remédios, ao tratar os sintomas, mascaram a doença, podendo agravar o estado de saúde do paciente. No caso da meningite, nós recomendamos não usar medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (AAS, Aspirina, Melhoral, etc.). É melhor optar por dipirona.

Segundo Macharelli, a Secretaria Municipal de Saúde de Botucatu está tratando a meningite como uma epidemia, já que os casos têm aparecido em diferentes pontos da cidade e em número elevado. Para esclarecer a população, foram distribuídos vários panfletos com orientações sobre prevenção e sintomas da doença.

Estamos pedindo que a população evite ficar em lugares fechados e aglomerados, pois a principal via de transmissão da meningite viral é a respiratória. Mas o vírus também pode ser transmitido pelas fezes, por isso é importante manter todos os cuidados de higiene, como lavar as mãos após usar o banheiro e antes das refeições, lavar ou cozinhar bem os alimentos e só ingerir água fervida ou filtrada.

Dos 52 casos de meningite registrados até agora em Botucatu, metade foi confirmada em janeiro. Até ontem, havia quatro pessoas internadas. Todos adultos, segundo Macharelli.

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