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Conselho Tutelar vai recorrer ao MP

Redação
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Há vários meses as conselheiras tutelares vêm reclamando da falta de motorista à noite, material de escritório e telefone

O Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente de Bauru, que há vários meses está reclamando de falta de infra-estrutura para o atendimento à população, vai recorrer ao Ministério Público. A informação é da presidente do órgão, Darlene Martin Têndolo, que reivindica a contratação de um motorista para o atendimento no período noturno, material de escritório e crédito para o telefone celular, entre outros itens.

Ela lembrou que na semana passada as duas linhas de telefone fixo do Conselho Tutelar operaram com restrição - só recebia, não fazia ligações - e que ontem não pôde atender todas as pessoas que comparecem ao órgão por falta de formulário de encaminhamento.

O Conselho Tutelar reivindica maior atenção da Prefeitura. Na última segunda-feira, Darlene reuniu-se com Antônio Sérgio Marsola, chefe de Gabinete, mas disse que não obteve garantia de que os itens reivindicados serão providenciados. Ela contou que vai apurar o motivo das duas linhas do Conselho Tutelar terem operado com restrição na semana passada.

Apesar de a Prefeitura afirmar que as contas estão sendo pagas em dia, a informação obtida por uma conselheira tutelar junto à Telefonica é que as linhas estavam operando com restrição por falta de pagamento. Darlene lembrou que o bip do órgão está funcionando por concessão da empresa administradora, já que a conta não é paga há vários meses.

Darlene disse que Marsola ficou de conversar com o prefeito e apontar uma solução. Com a situação atual do Conselho, segundo ela, não há como continuar. Ela contou que o Conselho Tutelar, com doações de computadores feitas pela comunidade e pelo juiz da Vara da Infância e Juventude, Ubirajara Maintinguer, instalou o Sistema de Informação à Criança e Adolescente.

Trata-se de um programa que, segundo a presidente do Conselho Tutelar, vai facilitar e muito o atendimento à criança e ao adolescente. Com esse programa, é possível, por exemplo, obtermos na hora estatísticas sobre o número de chamadas, número de vagas para internação por entidade e os programas de atendimento à criança e adolescente, etc, explicou.

Agora, de acordo com Darlene, falta apenas a Prefeitura interligar os computadores em rede para que o programa entre em funcionamento. O Conselho Tutelar funciona com cinco conselheiras que atendem, em média, 30 pessoas por dia que comparecem ao órgão, além dos casos encaminhados através da Polícia Militar, Fórum, entidades em geral e de acompanhar os casos de evasão escolar.

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