A vítima, um garoto de 5 anos, foi mordido no tórax, cabeça e pernas, mas passa bem. Cachorro escapou do quintal
O garoto Bruno Biazon Oliveira, 5 anos, foi atacado por um cachorro rottweiler ou mestiço rottweiler ontem à tarde na quadra 12 da rua Cuba, na Vila Independência, perto de sua casa. O menino sofreu várias mordidas - na cabeça, tórax e pernas - e até o início da noite de ontem estava internado no Pronto-Atendimento Infantil (PAI) em observação.
Bruno foi atacado quando o cão, que estava preso no quintal da casa de Gilberto Soares da Silva, escapou pelo portão. Segundo apurou os policiais da Base Oeste da Polícia Militar, que socorreram o garoto, e foi registrado no 1.º Distrito Policial, um grupo de crianças brincava na rua, em frente à casa onde o cachorro estava preso no quintal.
Uma das crianças teria aberto o portão sem querer, momento que o cachorro escapou e atacou Bruno. Após registrar a ocorrência, o delegado Marco Antônio de Camargo Barros, do 1.º DP, solicitou ao Centro de Controle de Zoonoses, órgão da Secretaria Municipal de Saúde, que tomasse as providências necessárias com relação ao animal.
De acordo com o delegado, o dono do cachorro irá responder a um termo circunstanciado por lesão corporal culposa. Como a lesão corporal culposa é classificada como delito de menor potencial ofensivo, o caso irá correr pelo Juizado Especial Criminal, explicou Barros.
O mesmo cachorro teria mordido, anteriormente, uma pessoa que entrou no quintal da casa de Silva. Apesar dos vários ferimentos que sofreu, o estado de saúde do garoto era bom. Conforme explicou o médico Felinto dos Santos Neto, do PAI, Bruno continuava internado para receber vacina contra a raiva.
O cachorro que atacou Bruno vai ficar sob observação, por dez dias, na casa de Silva. Heloísa Lombardi, diretora interina do Departamento de Saúde Coletiva (DSC), órgão que administra o Centro de Controle de Zoonoses, explicou que a Prefeitura não tem espaço físico para fazer a apreensão dos animais em todos os casos de mordedura.
Heloísa ressaltou que, dependendo de como foi a mordedura e o local atingido, é definido o tratamento ao qual a vítima é submetida. Nos casos de mordeduras mais graves, ainda no período de observação, já é iniciado o tratamento preventivo com vacinas, segundo ela. A maior preocupação é que o animal tenha alguma doença, incluindo a raiva, e a transmita à vítima.
Mas a diretora interina do DSC frisou que há muitos anos não é registrado nenhum caso de raiva na cidade. Ainda ontem, foi registrado outro caso de ataque de cachorro em Bauru. Robert, 11 anos, sofreu mordidas no corpo por um cão de raça não identificada, na Vila Souto. A vítima foi encaminhada ao PAI e liberada logo em seguida. A polícia não soube informar o nome completo da vítima nem como ocorreu o incidente.