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Improta, o campeão que fez do céu um segundo lar

David Cintra
| Tempo de leitura: 2 min

Como capital nacional do vôo a vela, Bauru teria de ter mesmo um campeão na modalidade. O nome deste campeão é Luis Fernando Improta, primeiro colocado no ranking brasileiro. O piloto brevetou aos 16 anos, em 1983, em Bauru. Em 85 já disputava seu primeiro Brasileiro e, de lá para cá, vem participando com regularidade de muitas competições. Improta já foi quatro vezes campeão brasileiro, em 88, 94, 96 e 2000. Possui 4500 horas de vôo, o que representa uma vida de vôo a vela, se considerar-se que só é possível voar a partir do meio-dia até o pôr do sol, já que de noite e de manhã, não existem correntes térmicas.

O campeão brasileiro começou a envolver-se com o vôo a vela ainda menino. O que me levou a voar de planador primeiro foi o histórico de minha família, meu pai e meu tio já voavam de planador em 1956, aqui em Bauru. Nunca pensei em outra possibilidade, foi um negócio meio automático, relata.

O piloto afirma que voar para ele é antes de tudo diversão. Fazemos muito sacrifício na vida para manter este tipo de atividade. Temos de vencer alguns percalços, principalmente financeiros. Este é um esporte muito caro, mas é muito prazeroso, é gratificante você voar e se relacionar com a natureza, sem motor, conhecer regiões diferentes.

Improta estará representando o país nos Jogos Aéreos Mundiais, na Espanha, na cidade de Lillo a 80 km ao sul de Madrid. A competição é uma espécie de Olimpíada Aérea, com 27 modalidades, como pára-quedismo, balonismo, rali aéreo e, claro, vôo a vela. Será a segunda edição dos Jogos. Improta esteve na primeira, disputada na Turquia, em 1997, como integrante da equipe de apoio, mas desta vez ele vai como o principal piloto da equipe brasileira.

A expectativa do piloto é positiva, mas cautelosa. A gente tem treinado bastante, porém, existe um histórico pouco favorável ao Brasil com relação aos mundiais. Nós sempre chegamos com equipamento um pouco defasado. Mas agora isto não vai acontecer, porque nós temos aqui no Aeroclube de Bauru um equipamento exatamente igual ao que vai competir nesta modalidade - a classe olímpica, ou classe mundial - que é o planador PW5. Ele é igual aos modelos norte-americano e alemão.

Outros fatores podem melhorar a performance do piloto bauruense nos Jogos. Eu já voei quase 500 horas em um ano e meio neste planador. Tenho estudado bem a região do Mundial, através das cartas. Não é uma região muito diferente do que nós temos aqui em Bauru, as térmicas são mais ou menos semelhantes. Não é uma região montanhosa, isto vai favorecer a gente um pouco.

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