Um exame documentoscópico vai definir se a Carteira Nacional de Habilitação apreendida ontem, em Bauru, é mesmo falsificada.
A CNH estava sendo usada pelo pedreiro Lázaro Lemes Ribeiro e foi retida durante uma operação de trânsito, na quadra um da avenida Nações Unidas.
Foi a experiência do soldado Rossi, que atuava na blitz, que levantou dúvidas sobre a autenticidade do documento. Ele desconfiou do papel e da forma da carteira. As bordas estão sem picote, os esfiligramas são menores do que os originais, descreveu o policial, que considerou a falsificação muito bem feita e de difícil identificação.
O portador do documento apreendido alegou à Polícia que foi enganado. Eu estava trabalhando em São Paulo e precisava da CNH. Procurei o Detran de lá e eles me indicaram uma auto-escola. Fiz vários exames e depois de algumas aulas fiz o exame prático, mas não fui aprovado. Tive que pagar mais R$ 200,00 para fazer um novo exame e em poucos dias recebi a CNH, contou.
O pedreiro desconfia que foi ludibriado por ser uma pessoa simples. Eu nunca pensei que a carteira fosse falsa. Eles me enganaram. Estava usando o documento há mais de dois anos. A CNH foi expedida em 14 de julho de 1998 e só venceria em 2003.
O caso foi encaminhado para o 2.º Distrito Policial, onde o delegado Elizeu Freitas Costa apreendeu o documento e registrou o fato em boletim de ocorrência por uso de documento falso. A CNH será submetida à exame documentoscópico, que comprovará se realmente é falso. Só o exame nos dará a garantia, disse.