Sr. Omar Barreto: Em sua carta publicada na Tribuna do Leitor de 28/01, o senhor questiona informações sobre o aqüífero Guarani e as atividades científicas desenvolvidas pelo DAE em hidrogeologia e modelagem por Elementos Finitos. Temos a obrigação de informá-lo que o DAE contratou a empresa Waterloo Brasil para desenvolver um sistema de gerenciamento da água que Bauru dispõe em seu subsolo. Os técnicos da autarquia já tinham conhecimento da extensão do aqüífero que passa pelo Brasil (regiões: Centro-Oeste, Sul e Sudeste), Paraguai, Uruguai e Argentina. A água do Guarani está, em média, em Bauru a 250 metros de profundidade. Embora seja considerado um dos maiores aqüíferos do mundo, a exploração não planejada e a falta de cuidados na preservação da qualidade de sua água (contaminação) poderão resultar, num futuro próximo, em sérios problemas de abastecimento. A autarquia quis determinar com o estudo, a locação mais adequada de futuras regiões de Bauru onde, ainda, existe possibilidade de exploração da água subterrânea e em quais delas esse recurso já está no seu limite. Felizmente, a conclusão foi de que o uso racional da água poderá garantir o abastecimento da cidade, se bem que, em algumas regiões não mais será possível perfurar novas poços.
Sobre os casos que o senhor cita em sua carta, infelizmente não podem ser exemplos, pois tratam-se de obras em regiões de geologia diferente (Piauí, fora da região do aqüífero Guarani), ou para finalidades diferentes (Piratininga, prospecção de petróleo). Como o senhor é uma pessoa preocupada com o destino de Bauru, nos colocamos à disposição para outros esclarecimentos e informações sobre este ou qualquer assunto referente a água e esgoto. (Assessoria de Imprensa - DAE Bauru)