Uma matéria apresentada no Jornal Nacional de 22/1 (segunda-feira) chamou novamente minha atenção para um assunto que há tempos é discutido, mas que a maioria das pessoas não dá a devida importância: a destruição do planeta e a auto-destruição da raça humana.
Há séculos o homem sabe do poder que, de certa forma, exerce sobre os outros seres da Terra, um poder às vezes (muitas vezes) usado de forma errada e inconseqüente, como se a humanidade estivesse imune às ameaças da natureza e o risco de uma grande tragédia fosse coisa de filmes de aventura.
Mas não é essa a realidade. O risco de grandes tragédias existe sim, e caminha ao nosso lado, prova disso são as tempestades fora de época, o excessivo calor em locais onde as temperaturas baixas sempre foram predominantes e os milhões de pessoas que morrem diariamente, vítimas não da natureza, mas da ganância e da desenfreada busca pelo progresso, de pessoas que acham que o que realmente tem valor é o Ter e não o Ser. Mas do que adianta tudo isso, se perdermos nossas vidas, que esperanças podemos ter, se, a cada dia, parte do planeta morre em nome do Progresso? E nós, jovens, e as próximas gerações, o que herdaremos de tudo isso? Não quero acusar nem criticar ninguém, progresso é preciso, mas tem que ser de forma correta e para um bem comum, apenas gostaria que as pessoas perdessem um pouquinho de seu tempo, e parassem para pensar sobre isto, porque o que realmente tem valor está acabando, e quando essas coisas boas se forem, carregarão com elas todas as pessoas, seus sentimentos, ideais e todas as tecnologias e avanços que demoraram décadas para se concretizarem, não serão mais do que poeira no espaço.
Tudo em nome do progresso...Que progresso? Se para se obter o progresso é necessário destruir a vida e a esperança de dias melhores, então, acho que algo está errado...
Desde já, agradeço a atenção. (Juliana Ribeiro - RG: 40979308-5)