Pessoas que se autodenominam procuradores da Receita Federal ousam e tentam aplicar golpe em grandes empresas
Uma empresa bauruense de grande porte foi procurada por pessoas que se autodenominaram procuradores da Receita Federal que pretendiam vender assinatura ou publicação de uma revista de nome Informativo Fiscal (Ifis) - Publicidade e Comércio Ltda com a oferta de que, comprando essa revista, a empresa teria facilidades em relação à fiscalização da Receita.
O delegado regional da Receita Federal, Celso Gomes Pegoraro, disse que essa fraude não é novidade, mas o que o espanta é a ousadia desses falsos procuradores em tentar aplicar o golpe em empresa, como a do caso, bem assessorada e estruturada. O que me chama a atenção é a petulância desse povo, porque antes eles procuravam micro e pequenos empresários, mas agora eles estão tentando atingir as grandes empresas também, disse.
Uma funcionária do departamento jurídico da empresa procurou o delegado para obter informações sobre a revista e foi então que se descobriu a tentativa do golpe.
Pegoraro explicou que o cargo de procurador da Receita Federal não existe e isso é necessário que todos os empresários saibam. Isso é crime, se classifica como falsidade ideológica, disse.
A venda da assinatura ou publicação por dois anos da revista seria comercializada por R$ 1,8 mil, sendo que esse preço já teria sido reduzido depois de algumas negociações entre a empresa e o falso procurador, que teria se identificado como doutor Isaac Lerner.
Pegoraro quer alertar os empresários e toda a população para que não caiam nesse golpe. É importante checar antes para saber a veracidade e a existência da revista antes de efetuar a compra. A Receita Federal pode esclarecer as dúvidas dos empresários como procedeu nesse caso da empresa bauruense citada.