Em janeiro do ano passado, o número de calotes no comércio local foi 3.875 e este ano aumentou para 4.850
O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Bauru fez um levantamento do número de inadimplentes na cidade comparando o mês de janeiro do ano passado com janeiro deste ano. O resultado foi um aumento de 20,1% nos registros de inadimplentes. Em janeiro do ano passado, o número de calotes no comércio foi 3.875 e este ano aumentou para 4.850.
Estatisticamente, esse número pode ser maior, considerando que os cancelamentos (dívidas pagas) tiveram uma redução em 11,13%. No ano passado, foram cancelados 2.133 nomes e, neste ano, o número caiu para 1.919. Na opinião do economista Wagner Ismanhoto, os inadimplentes são pessoas que realmente não podem pagar. Ninguém gosta de ter o nome sujo e, se não pagam, é porque não têm como o fazer, afirmou.
Ele disse que o brasileiro é um povo honesto e não costuma ser caloteiro, mas o problema é que consome sem ter como pagar. Atualmente, na opinião de Ismanhoto, as pessoas têm sido mais cautelosas na hora das compras e a inadimplência deverá diminuir.
Ismanhoto disse que, no ano passado, quase um terço da população bauruense estava negativada no início do ano. Um número exageradamente alto, de acordo com ele. Isso aconteceu porque as pessoas não estavam muito preocupadas. Hoje, os lojistas não pensam apenas em vender, mas também em receber, portanto estão aceitando os acordos com mais facilidade, disse.
Ele lembrou que, conforme lei estabelecida, as pessoas ficam negativadas no SPC durante cinco anos, depois desse tempo, caduca. Ismanhoto disse que, atualmente, os lojistas são mais cautelosos e, portanto consultam mais o serviço oferecido pelo SPC. Isso faz com que o número de problemas em relação à inadimplência tende a diminuir cada vez mais, disse.
Ismanhoto afirmou que a perspectiva da economia para este ano é positiva. No final do ano 2000 já notamos uma recuperação, como o aumento do número de empregos, por exemplo e, com o aumento de emprego, certamente diminui a inadimplência, porque as pessoas terão dinheiro para pagar suas contas, disse.