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Cesta teve alta de 5,5% em janeiro

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 4 min

Pesquisa do Data-ITE mostrou que o mês de janeiro apresentou aumento dos preços nos produtos da cesta básica em Bauru

O preço mínimo da cesta básica em Bauru teve uma alta de 5,5%, em janeiro, atingindo R$ 135,60, contra R$ 128,53 de dezembro, de acordo com pesquisa realizada pela Faculdade de Ciências Econômicas da Instituição Toledo de Ensino (ITE), para o Data-ITE. Porém, o valor ainda ficou menor do que o mínimo apurado na Capital, que atingiu R$ 139,63, numa variação de 2,97% sobre os R$ 138,68 apurados em dezembro pelo Dieese.

De acordo com a pesquisa, realizada em dez supermercados de Bauru, coordenada pelos professores Jacques Vervier e Reinaldo César Cafeo, o grupo alimentação, que apresentou alta de 2,6%, teve seu peso reduzido para 71,2%, em janeiro, contra 73,2% do valor total da cesta no mês anterior, numa variação de dois pontos percentuais.

O grupo de limpeza doméstica teve alta de 10,5% e representou 15,49% do valor total da cesta, contra 14,79% do mês anterior, numa variação positiva de 0,7 ponto percentual. Os produtos de higiene, que tiveram uma alta de preços de 16,9%, aparecem com peso de 15,49%, contra 12% de dezembro.

Para o professor e economista Reinaldo César Cafeo, delegado do Conselho Regional de Economia (Corecon), a interpretação da pesquisa é de que a alta dos preços da cesta básica nos supermercados de Bauru é uma volta à normalidade, após uma baixa de preços ocorrida em novembro e dezembro. De acordo com ele, no último mês de 2000, os supermercados fizeram uma redução de preços para atrair os consumidores para os produtos natalinos. Assim, ele acredita que o valor apresentado em janeiro é mais real.

Porém, adverte Reinaldo Cafeo, é importante destacar que o valor mensal da cesta básica é diferente do diário, que pode sofrer oscilações diferentes das apontadas na pesquisa. O delegado diz que o melhor caminho para o bauruense ainda é a pesquisa, uma vez que, em apenas um supermercado, o cliente não consegue encontrar todos os produtos no preço mínimo. A pesquisa é o melhor caminho, já que a discrepância é muito alta entre algumas empresas, destacou.

As maiores alta verificadas pela pesquisa no grupo alimentação foram: cebola (172,22%), ovos (35,35%) e feijão (30,34%) e açúcar (24,36%). Enquanto isso, as maiores quedas foram: açúcar (24,36%) e batata (20,29%).A pesquisa é realizada em dez supermercados de diversas regiões da cidade, sem que ocorra repetição de dois da mesma rede. Estão incluído 31 produtos, das marcas mais consumidas em Bauru, de acordo com pesquisa realizada anteriormente.

Uma das principais conclusões da pesquisa comprova a velha tese de que o consumidor deve estar muito atento na hora de comprar, pois entre os preços mínimos e máximos dos mesmos produtos há diferenças expressivas.

O valor base adotado é o da segunda semana do mês, no caso de janeiro, mesmo critério utilizado pelo Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Sócio-Econômicas (Dieese). A cesta do Dieese é bastante generosa; 15 Kg de arroz, 4 Kg de feijão e 10 sabonetes por mês para quatro pessoas.

A metodologia adotada pela ITE é a mesma usada para apuração da cesta básica na Capital, por meio de um convênio entre o Dieese e o Procon. Isso faz com que se tenha, inclusive, uma base de comparação.

O valor mínimo total da cesta em Bauru é a soma dos menores preços encontrados nos dez supermercados. Isso não significa que o consumidor vai conseguir encontrar esse total se comprar em apenas um estabelecimento.

Metodologia

Para definir a cesta básica, foi utilizada a lista de produtos de alimentação, limpeza doméstica e produtos de higiene pessoal definida pela pesquisa do Dieese-Procon para Grande São Paulo. Para o cálculo dos índices, foi utilizada a fórmula de Laspeyre com ponderações fixas de médias das marcas mais freqüentemente consumidas em Bauru, em preços absolutos (reais correntes); utilizou-se o mesmo Questionário de Levantamento de Preços e o mesmo Manual do Pesquisador, elaborados pelo Dieese e Procon, já mencionados.

De acordo com os critérios do Dieese, o valor final da cesta básica é a soma ponderada dos menores preços encontrados nos diversos supermercados. Quem quiser comprar a cesta nesse preço deverá percorrer todos os estabelecimentos para comprar o que cada um oferece no melhor preço. Os resultados serão apresentados mensalmente através de tabelas.

Centro tem menor preço

Por regiões, a pesquisa do Data-ITE verificou que a Zona Central apresenta o menor valor para a cesta básica, com R$ 140,58. O maior valor está na região Leste, com R$ 164,70, numa diferença de 24,12%. Vale lembrar que o menor valor por região é 3,67% maior do que os R$ 135,60 do menor preço da cesta.

Em relação ao Centro, o valor encontrado na Zona Sul da cidade R$ 155,65 - é 10,72% maior. Esse índice sobre para 13,66% na Zona Norte R$ 159,79. O segundo valor mais alto por região vem da Zona Oeste, onde chega a R$ 163,48, ou seja, 16,29% a mais do que no Centro.

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