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Policial militar é acusado de tomar filme de professora

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Durante o tumulto que se formou ontem de manhã em frente à escola José Ferraz de Souza, em Iacanga, um fato chamou a atenção e despertou certa indignação por parte de algumas pessoas. A professora Mariselma Ferreia da Silva Jerônimo resolveu documentar a cena através de fotos. Para tanto, usou uma câmera sua, que segundo ela já tinha algumas fotos batidas, de cenas familiares. Após algumas fotos em frente ao portão da escola, ela disse que foi abordada pelo soldado Salomão e advertida de que não poderia mais fotografar. A professora afirmou que foi obrigada a entregar o filme da máquina ao policial. Ele disse que eu poderia ser presa. Fiquei com medo e não vi outra saída. A professora Aparecida de Campos, que afirmou ter presenciado a cena, se disse inconformada com o que assistiu. Duílio Duka, da Apeoesp, classificou a atitude do policial como um abuso de autoridade. Esse fato aconteceu na parte da manhã. À tarde, a viatura da PM parou em fente à escola e a professora foi chamada para conversar. Eles perguntaram se eu ia querer as minhas fotos de volta. Disseram que cortariam o filme e me entregariam, contou Mariselma.

Dizendo se sentir intimidada, a professora disse que não sabia se procurava a polícia local ou não para formalizar uma queixa contra a atitude do soldado. Amparada por colegas, ela garantiu que em momento algum desacatou qualquer policial durante o ato de ontem. Era uma ocasião que envolvia nossa classe e eu só queira registrar

Comando diz que denúncia deveria ser formalizada

O coordenador operacional do 4º Batalhão da Polícia Militar, em Bauru, major Carlos Alberto Fantini, explicou ontem à reportagem que sem um motivo aparente, um policial não pode retirar um filme da máquina de uma pessoa que esteja fotografando, principalmente se for num local público. Se a história é mesmo como a professora contou, o policial pode ter exagerado, disse o major.

Mas, para efeito de esclarecer toda a questão, o major entende que a professora deveria procurar o comado da PM, em Bauru, e formalizar a denúncia. A partir daí, então, todos seriam ouvidos e se ficar comprovado que houve abuso, o soldado poderá responder pelo ato.

Na opinião do oficial, a professora não deve se sentir amedrontada, afinal, lembra ele, estamos no ano 2001.

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