Após 133 dias, a 27.ª edição do horário terminará a zero hora do dia 18. Os relógios deverão ser atrasados em uma hora
O horário de verão terminará a zero hora do próximo domingo, dia 18, quando os relógios deverão ser atrasados em uma hora. De acordo com a Assessoria de Imprensa da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), a expectativa é de ter conseguido uma redução por volta de 5% na demanda de energia elétrica na região Sudeste (que inclui o Estado de São Paulo), durante a vigência do horário diferenciado, que durou 133 dias, começando em 8 de outubro do ano passado.
Os resultados dessa 27ª edição do horário de verão brasileiro serão conhecidos somente cerca de 20 dias após o encerramento do período programado (dia 18/2). O maior tempo de vigência do horário já implantado ocorreu em 1999/2000, quando a duração foi de 148 dias.
De acordo com a Assessoria da CPFL, a mudança no horário permite um melhor aproveitamento da luz natural, em função da defasagem em relação ao horário normal, já que os dias ficam mais longos. Este ano, além do Estado de Roraima, no extremo Norte do País, a região Nordeste também voltou a participar do horário de verão.
Com a medida, a CPFL pretende que a redução da demanda de energia elétrica nas 234 cidades atendidas pela empresa no Interior Paulista seja equivalente ao consumo mensal de cidades do porte de Americana, que apresenta uma média mensal de 100.000 MWh. Isso seria o suficiente para abastecer, durante dois meses, uma cidade como Bauru, que possui média mensal de consumo de energia da ordem de 49.000 MWh.
De acordo com informações da CPFL, a implantação do horário de verão resulta em uma queda na demanda máxima do sistema elétrico pelo deslocamento da curva de carga para fora do horário de pico habitual - entre 18 horas e 21 horas. Este efeito aliviaria o carregamento dos sistemas de transmissão e distribuição de eletricidade, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, nas quais o consumo de energia é mais acentuado.
Todos os Estados das regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, além de Tocantins e Roraima (região Norte) participaram da 27ª edição do horário de verão. Ele foi instituído pela primeira vez, no Brasil, em 1931. Nos dois anos seguintes voltou a ser aplicado, para retornar apenas 16 anos depois, em 1949. Mais quatro edições foram realizadas até que, na década de 60, a medida vigorou durante cinco anos seguidos - de 1963 a 1968.
Depois disso, o horário de verão só voltou a ser utilizado como mecanismo de economia de eletricidade em 1985. A edição vigente é a 15ª consecutiva.