Geral

Quando o baixo fala alto

Ricardo Polettini
| Tempo de leitura: 2 min

O baixista Celso Pixinga, mestre da técnica do slap, faz show e promove workshop em Bauru; músico é tido como um dos mais rápidos do mundo

Celso Pixinga é um daqueles músicos que raramente aparecem em primeiro plano, no entanto, sua pegada forte no contrabaixo está registrada em discos de vários nomes da MPB e da música internacional.

Uma oportunidade de vê-lo e ouvi-lo tocar está aí. Amanhã, ele se apresenta com formação de trio, no Bar do Espanhol. À tarde, os músicos da cidade poderão receber alguns toques num workshop que Pixinga fará na Ola Instrumentos Musicais.

No show, agendado para as 23 horas, Celso Pixinga Trio mostra músicas de seu novo álbum, Quase Acústico, lançado este ano. O repertório explora o samba e o suíngue característico de Pixinga.

Na base musical, vêm a pianista Lis de Carvalho - há 10 anos tocando com Celso Pixinga -, e o baterista Giba Favery. Lis é professora da Universidade Livre de Música, em São Paulo, e integrante do grupo Tom da Terra. Giba tem formação musical internacional e também dá aulas de bateria.

A noite musical de amanhã no Espanhol ainda terá a cantora e compositora Paula Vellozo (violão e voz), acompanhada de Bitenka (guitarra), Norba Motta (contrabaixo) e Silvinho (bateria). No repertório, Jorge Benjor, Skank, Tim Maia, Edvaldo Santana e Titãs, entre outros. Hoje, a música fica por conta do Canela de Freira, com MPB e pop. Workshop

Amanhã, às 14h30, os músicos bauruenses e demais interessados poderão conferir mais de perto a técnica e musicalidade de Celso Pixinga num workshop patrocinado pela marca Meteoro (amplificadores). Trata-se de uma reunião informal do artista com os participantes, em que o contrabaixista - que já lançou cinco vídeo-aulas -, toca e relata suas vivências e conhecimentos na música.

As inscrições podem ser feitas na Ola (avenida Duque de Caxias, 8-80) em troca de um quilo de alimento não perecível.

Mais rápido

A fama de um dos baixistas mais rápidos do mundo não surgiu à toa. Mestre na técnica do slap (em que o músico toca percussivamente com o polegar) - típica das levadas do funk -, ele impressiona não só pela velocidade, mas também pelo fraseado musical, sempre criativo e suingado.

Suas cordas já acompanharam Gal Costa, Evandro Mesquita, Angela Rorô, Eduardo Araújo, Vitor Biglione, Faísca, Nelson Ayres, Roberto Sion, Dave Weckl, Taj Mahal e o cubano Gonzalo Rubalcaba.

Em trabalho solo, lançou seis discos: Pixinga, Mr. Funk, A Light at the End of the Tunnel, O Sonhador, Vôo Livre e Wake Up.

Serviço

Celso Pixinga Trio, amanhã, 23 horas, no Bar do Espanhol; avenida Getúlio Vargas, 11-70; informações: 234-1114. Às 14h30, amanhã, workshop com Pixinga na Ola Instrumentos Musicais; inscrições: um quilo de alimento não perecível; avenida Duque de Caxias, 8-80; informações: 224-1499; realização: Meteoro; apoio: Ola.

Comentários

Comentários