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Orçamento 2001 não prevê gasto com vale-transporte

Redação
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O secretário municipal de Administração, Flávio Uchoa, informou ontem que o orçamento da Prefeitura para este ano não prevê gastos com vales-transporte. Ele reconhece a existência da lei, que prevê, inclusive, desconto de 0,5% do salário do servidor como forma de contribuição para a implantação do benefício.

Uchoa explica que se a administração tiver que fornecer o benefício de acordo com a lei, cerca de 1,7 mil funcionários teriam direito ao vale-transporte. Pelos seus cáculos, a Prefeitura, mesmo com a contribuição de 0,5% do salário do servidor, teria que desembolsar cerca de R$ 61 mil para complementar o custo do benefício.

O secretário informou, no entanto, que os servidores não estão totalmente desprovidos de transporte. Em 98, a administração contratou empresas de ônibus e passou a fornecer o benefício ao servidor. Os ônibus passam por dez pontos esparramados pela cidade colhendo os funcionários.

O ponto final das linhas é o Departamento de Transporte Interno (DTI), localizado na rua Aparecida, ao lado do terminal rodoviário. De lá, partem outras linhas, que têm por objetivo levar os trabalhadores até as frentes de serviços. Os funcionários que não vão para as frentes, se desejarem podem pegar carona para seus locais de trabalho.

Segundo Uchoa, diariamente cerca de 600 servidores se beneficiam desse transporte. O serviço custa R$ 22 mil por mês para a Prefeitura. Ele significa uma economia de 37% em comparação ao vale-transporte. O secretário afirma que, para este ano, é impossível alterar o sistema. Ele justifica que a Lei de Responsabilidade Fiscal impede a inclusão no orçamento deste ano gastos com a aquisição de vales-transporte.

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