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Câmara cobra solução ágil para caos

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

Vereadores exigem mais rapidez da Administração para pôr fim a erosões, buracos e falta de asfalto na periferia

O prefeito Nilson Costa (PPS) foi a principal vítima da sessão legislativa de ontem. Com exceção apenas de seu líder, Milton Dota Jr. (PPS), todos os vereadores que usaram a tribuna da Câmara Municipal cobraram mais agilidade da Administração para solucionar problemas de erosões, ruas sem asfalto e buracos, a maioria provocados pela forte chuva que caiu na cidade no último dia 8. Durante a fala dos parlamentares, a situação caótica da cidade foi ilustrada por imagens captadas pela equipe da TV Câmara.

Moradores do Jardim Jussara e do núcleo habitacional Joaquim Guilherme de Oliveira marcaram presença na galeria do Legislativo, empunhando cartazes cobrando mais atenção por parte da Prefeitura. Dota Jr. bem que tentou, mas não conseguiu defender o indefensável. O líder do prefeito, ao esboçar uma tentativa de defesa, provocou a reação do grupo de moradores presente na sessão. Eles se aproximaram do plenário de maneira educada e silenciosa e ergueram os cartazes com as cobranças, em repúdio às declarações do vereador.

O líder do prefeito disse que não conseguia enxergar o quadro negro exagerado pintado pelos seus colegas de plenário. Depois desse preâmbulo, até mesmo o vereador Humberto Santana (PDT) pediu aparte. O que estamos cobrando é uma certa agilidade nas prioridades e na realização das tarefas. Certas coisas são indefensáveis, alertou.

Dota Jr., que tentou amenizar a situação após os discursos de 13 vereadores, garantiu que a administração está tentando resolver os problemas. Segundo ele, dez frentes de trabalho estão diariamente executando as obras necessárias para recuperar a cidade. Aos moradores do Jardim Jussara e núcleo habitacional Joaquim Guilherme, o vereador informou que, ainda nesta semana, a empreiteira Copel retomará a implantação de galerias na região, inclusive na Vila Rocha. A prioridade do governo Nilson Costa é a construção de galerias, afirmou.

Unanimidade

As cobranças dirigidas ao prefeito começaram com o discurso do vereador Faria Neto (PDT). Para o pedetista, a administração precisa se articular mais para conseguir verbas dos governo estadual e federal para realizar as obras de infra-estrutura de que o Município necessita. Quatro anos passam rápido demais, alertou.

O petista José Carlos Batata lembrou que o problema que aflige o Jardim Jussara, Vila Rocha, Parque Viaduto e adjacências não é novo. O ex-prefeito Izzo Filho pavimentou os altos da Vila Industrial com o asfalto casquinha de ovo e ainda não se preocupou em construir galerias de captação de águas pluviais. Temos que priorizar. Não adianta o governo querer atacar todas as frentes que não vai conseguir, avisou.

Imagens gravadas pela TV Câmara foram utilizadas por diversos vereadores. José Walter Lelo Rodrigues (PTB) mostrou a situação dos moradores do Jardim Jussara e região. Sabemos das dificuldades, da falta de dinheiro. Sabemos da preocupação do prefeito Nilson Costa. Mas é preciso uma mobilização urgente. Não basta só colocar caminhões de terra nessas erosões. Se essas duas erosões (Jardim Jussara e Vila Celina) se unirem, ficará difícil contornar, prevê.

Até mesmo o vereador Leandro Martins (PPB), conhecido pela sua calma e pacividade, decidiu liberar suas críticas do inconsciente. Já estou cansado de ligar para as Regionais e pedir solução. A resposta é sempre a mesma: não tem máquinas. Já estou cansado de tanto pedir, mas as coisas não se resolvem.

O pedetista Luiz Carlos Valle, oposição assumida, também não perdoou. Os R$ 200 mil liberados para o Carnaval são suficientes para acabar com a erosão do Jardim Jussara. É uma questão de prioridades. Ele aproveitou para dizer que os dirigentes da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Bauru (Assenag) estão dispostos a colaborar na elaboração de projetos para resolver o problema de enchentes no Município.

Já o peemedebista Rodrigo Agostinho usou a tribuna para lembrar que a erosão do Jardim Jussara foi prevista e alertada antes mesmo de se configurar. Tentamos embargar a construção do núcleo e não conseguimos. A nascente do córrego Água do Sobrado foi desmatada e seu leito foi destruído. Nenhum técnico da Secretaria de Planejamento analisou o projeto. O ex-prefeito Izzo Filho não levou em conta a legislação ambiental.

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