Oi, olha eu aqui de novo contando outro causo de pescarias.
Eu, Zé do Banjo, participei de uma das mais estranhas histórias de pescaria que já aconteceu.
Fui para Avaí, pescar na fazenda Canaã, numa lagoa onde há muitas traíras, mas naquele dia não peguei nenhuma. Depois fui até a cidade para me encontrar com alguns colegas de pescarias, então combinamos de pescar numa lagoa não muito longe dali, só que eles estavam meio bêbados e eu não conhecia a cidade.
Chegando na lagoa, iscas nágua, tentamos tilápias com milho verde, traíras com lambaris e inúmeros outros peixes com inúmeras outras iscas e nada de peixe algum.
Um cheiro insuportável batia em nossos narizes de vez em quando e até pensamos que alguém tinha defecado ali por perto. Quando já estávamos quase indo embora, a minha vara de traíras quase quebrou com o puxão. Com muito esforço e quase dez minutos de briga, tirei o peixão, um bagre de 2,4 quilos. Aquilo não era um bagre e sim um monstro. Obs: O bagre era cego, dos dois olhos, você acredita?
No outro dia, depois da ressaca, todos voltamos à lagoa e um homem nos repreendeu dizendo que aquela era a lagoa de tratamento do esgoto da cidade. Todos ficamos boquiabertos com aquele acontecimento bárbaro.
O bagre, nós picamos e usamos de isca em outras pescarias, mas as lembranças guardaremos para sempre.
Foi uma típica pescaria de sexta-feira 13 que teve até bagre cego.
Quem quiser ter emoções fortes ou pegar peixes para iscas, não para comer, certamente é só ir até a lagoa de tratamento de esgoto de Avaí, mas ir sem lanterna para que ninguém o repreenda.