João Luiz Carlos teria cometido o homicídio depois de várias tentativas frustradas de reconciliação com a ex-companheira
Regina Célia Batista, de 36 anos, foi assassinada com quatro tiros de revólver na madrugada de ontem, em sua residência, no Núcleo José Regino. Os disparos foram efetuados por seu ex-amásio, o motorista João Luiz Carlos, 40 anos, de quem estava separada há cerca de um mês após sete anos de convivência. Regina teve morte instantânea ao ser atingida na cabeça, coração e abdômen.
A vítima morava com seus três filhos, com idades entre 10 e 15 anos, e teria sido surpreendida pela visita do ex-companheiro. Pouco antes do crime, teria telefonado para a casa dela e avisado ao filho mais velho que iria até o local para uma conversa em particular. O menino entrou em contato com a mãe para passar o recado e foi orientado a não permitir a entrada de Carlos.
A recomendação, entretanto, foi em vão. Quando chegou em casa, Regina encontrou o ex-parceiro na cozinha, que logo a chamou para uma conversa a sós no quarto. Antes de chegar ao cômodo, Carlos teria, mais uma vez, proposto a reconciliação, com o que ela não concordou. Irritado com a negativa e com a suspeita de que Regina já estivesse com outro homem, Carlos efetuou, ainda no corredor da residência, os quatro disparos.
Segundo contou o filho mais velho da vítima à polícia, que ouviu a mãe ser morto junto com os irmãos no quarto ao lado, Carlos teria encostado a arma contra sua própria cabeça, desistindo do suicídio instantes depois. Antes de deixar o local, ele teria colocado o revólver sobre a pia da cozinha.
Uma moradora vizinha ouviu os tiros e acionou a polícia, que localizou Carlos uma quadra adiante do local do crime. Aos policiais, ele confessou a autoria dos disparos, mas alegou tê-los feito acidentalmente. O revólver usado por Carlos, um Taurus calibre 38 para cinco cartuchos, foi localizado com quatro projéteis deflagrados. Preso em flagrante por homicídio doloso, ele foi conduzido ao Plantão Policial.