No último sábado, aqui na Tribuna do Leitor, teve um cidadão (ou pau mandado?) me questionou no que eu teria contribuído com a cidade na minha militância política. Nada mais justo do que expor os seguintes comentários; 1º) Contribuir com a cidade não é só função de autoridades ou políticos e sim de todo cidadão que possui senso de civilidade e cidadania. 2º) Sou voluntário de entidade assistencial. Porém não vou dizer qual e nem o tipo de bem que pratico, porque aprendi desde criancinha que uma boa ação ou ajuda ao próximo deve partir do fundo do coração. Quem faz o bem e sai comentando com todo mundo além de falho é hipócrita. E outra, fazer o bem com sentido de aparecer ou querer receber algo em troca, é um milhão de vezes pior do que fazer o mal. 3º) Algumas pessoas só lembram da minha atuação na gestão anterior, aonde estive junto com vários companheiros e companheiras que ocupam cargos de confiança até hoje em vários setores da administração municipal. 4º) Porém se esquecem que fui presidente da União Municipal dos Grêmios Estudantis de Bauru, presidente do grêmio José Aparecido Guedes de Azevedo, colaborador por dois anos da Anistia nacional, secretário do PT de Bauru, assessor de Campanha de José Genoino, Aloisio Mercadante e Paulo Lima, todos deputados federais. Também membro da executiva do PPS em 1996 e criador do Fórum da Racionalidade que chegou a fazer abaixo-assinados nas escolas estaduais para que se aprovasse o projeto de cotas de vagas para estudantes pobres e para estudantes negros e índios nas nossas elitizadas universidades públicas. E várias outras atividades sociais e políticas que necessariamente não é preciso se estender mais. 5º) Hoje sou membro do PST - Partido Social Trabalhista e pelos 30 anos que tenho não considero pouco a minha contribuição política e social. Embora a gente nunca pode se acomodar. E há muito o que e fazer. 6º) Geralmente as pessoas que falam mal de mim por aí são mais sujas do que pau de galinheiro. Portanto é besteira dar ouvidos a elas ou algo parecido. 7º) A crítica construtiva é salutar e democrática. No entanto, quando o ataque parte dos setores falsos moralistas, farisaicos, preconceituosos e hipócritas, não se deve ser levado a sério. 8º) Convido o cidadão que me questionou aqui neste espaço para me acompanhar pelo menos uma semana, talvez assim conheça melhor o que faço pelos semelhantes. 9º) No mais continuo orando para os meus inimigos e agradecendo ao Senhor por ter feito dos meus dedos e minha caneta uma máquina mortífera contra um verdadeiro exército de rabos presos e fariseus. Mas se for possível, por favor, Senhor, afaste de mim esses cálices.
PS - Fui impedido de votar, falaram se eu ganhasse não tomaria posse e os meios de comunicação alardearam minha impugnação no dia inteiro da eleições. Mesmo assim foram 172 votos e pelas circunstâncias, uma estupenda votação. Hoje que a Inês já está morta, fui inocentado. Quem é que vai pagar por isto? (Pedro Valentim - RG. 19.198.011-0)