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Cesta básica tem alta de 9,96% e volta a custar mais que em SP

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 4 min

O preço mínimo da cesta básica em Bauru teve uma alta de 9,96%, no primeiro bimestre de 2001, atingindo R$ 141,33, contra R$ 128,53 de dezembro, de acordo com pesquisa realizada pela Faculdade de Ciências Econômicas da Instituição Toledo de Ensino (ITE), para o Data-ITE. O valor de Bauru a ultrapassar o mínimo apurado na Capital, que atingiu R$ 139,01, numa variação de 0,24% sobre os R$ 138,68 apurados em dezembro pelo Dieese, o que não ocorria desde outubro do ano passado.

De acordo com a pesquisa, realizada em dez supermercados de Bauru, coordenada pelos professores Jacques Vervier e Reinaldo César Cafeo, o grupo alimentação, que apresentou alta de 8,7% sobre janeiro, teve seu peso elevado para 74,3%, em fevereiro, contra 71,2% do valor total da cesta no mês anterior, numa variação de 3,1 pontos percentuais.

Para Reinaldo Cafeo, o grupo alimentação foi que puxou o preço da cesta básica para cima. Vale destacar que, no primeiro bimestre, esse grupo teve uma alta acumulada de 11,55%. Por outro lado, o grupo de limpeza teve retração de preço de 6,4%, enquanto o de higiene pessoal teve queda de 7,3%.

Para Cafeo, que é delegado do Conselho Regional de Economia (Corecon), a interpretação da pesquisa é de que a alta dos preços da cesta básica nos supermercados de Bauru é uma volta à normalidade, após uma baixa de preços ocorrida em novembro e dezembro. De acordo com ele, no último mês de 2000, os supermercados fizeram uma redução de preços para atrair os consumidores para os produtos natalinos. Assim, ele acredita que o valor apresentado em fevereiro é mais real.

Porém, adverte Reinaldo Cafeo, é importante destacar que o valor mensal da cesta básica é diferente do diário, que pode sofrer oscilações diferentes das apontadas na pesquisa. O delegado diz que o melhor caminho para o bauruense ainda é a pesquisa, uma vez que em apenas um supermercado o cliente não consegue encontrar todos os produtos no preço mínimo.

As maiores alta verificadas pela pesquisa no grupo alimentação foram: batata (80%) e cebola (18%). O arroz e o feijão tiveram queda de 6,56% e 11,21%, respectivamente, em fevereiro.

A pesquisa é realizada em dez supermercados de diversas regiões da cidade, sem que ocorra repetição de dois da mesma rede. Estão incluído 31 produtos, das marcas mais consumidas em Bauru, de acordo com pesquisa realizada anteriormente.

Uma das principais conclusões da pesquisa comprova a velha tese de que o consumidor deve estar muito atento na hora de comprar, pois entre os preços mínimos e máximos dos mesmos produtos há diferenças expressivas.

O valor base adotado é o da segunda semana do mês, no caso de fevereiro, mesmo critério utilizado pelo Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Sócio-Econômicas (Dieese). A cesta do Dieese é bastante generosa; 15 Kg de arroz, 4 Kg de feijão e 10 sabonetes por mês para quatro pessoas.

A metodologia adotada pela ITE é a mesma usada para apuração da cesta básica na Capital, por meio de um convênio entre o Dieese e o Procon. Isso faz com que se tenha, inclusive, uma base de comparação.

O valor mínimo total da cesta em Bauru é a soma dos menores preços encontrados nos dez supermercados. Isso não significa que o consumidor vai conseguir encontrar esse total se comprar em apenas um estabelecimento.

Centro tem menor preço

Por regiões, a pesquisa do Data-ITE verificou que a Zona Central apresenta o menor valor para a cesta básica, com R$ 149,06, apesar de ter sofrido um reajuste de 6,03% sobre os R$ 140,58 do mês passado. O maior valor está na Região Leste, com R$ 162,71, numa diferença de 9,16% sobre o Centro, ou 15,13% sobre o menor preço. Porém, houve uma redução em relação ao mês anterior, quando a diferença regional sobre o menor preço chegava a 24,12%.

Vale lembrar que o menor valor por região é 5,47% maior do que os R$ 141,33 do menor preço da cesta.

Em relação ao menor preço, o valor encontrado na Zona Norte da cidade R$ 156,24 - é 10,6% maior. Esse índice sobre para 11,2% na Zona Oeste R$ 157,09. O segundo valor mais alto por região vem da Zona Sul, onde chega a R$ 161,88, ou seja, 14,5% maior que o menor preço e 8,6% a mais do que no Centro.

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