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Moradores do Santa Edwirges ameaçam protesto

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 3 min

Cansados de aguardar ações da Prefeitura contra os problemas do bairro, agravados com o temporal que desabou sobre Bauru no mês passado, moradores do Parque Santa Edwirges já pensam em organizar um protesto popular para chamar a atenção da administração pública. Vocês (JC nos Bairros) são a nossa última esperança. Caso a Prefeitura não se sensibilizar com a situação que estamos enfrentando, vamos às ruas, assim como fizeram moradores de outros bairros, avisou a dona de casa Solange Gonçalves de Almeida Canno, 31 anos, que há seis anos reside no local.

Os problemas no Santa Edwirges são generalizados e atingem os quatro cantos do bairro. Alguns pontos, entretanto, são mais críticos, a exemplo das alamedas Babilônia e Alexandria, onde as erosões tomaram as ruas.

Solange mora na quadra 4 da alameda Alexandria e diz não suportar mais a péssima infra-estrutura do local. A alameda já era problemática antes do temporal, mas ficou praticamente intransitável depois da chuva. A força das águas escavou buracos com mais de um metro e meio de profundidade, deixando a rede de água exposta na superfície. Suspensa no ar, a rede estoura quase todos os dias à noite, período em que o fluxo de água fica mais intenso. Os canos entortam com a pressão e arrebentam. O DAE (Departamento de Água e Esgoto) vem sempre arrumar no outro dia de manhã, mas a água jorra durante toda a noite e madrugada, conta.

A dona de casa diz que não tem nada a reclamar do atendimento do DAE, que, desde o dia da chuva, no dia 8 de fevereiro, tem atendido aos chamados de socorro dos moradores. Eles até vêm à noite, mas não conseguem consertar. Daí, voltam no outro dia de manhã e arrumam, mas a rede acaba estourando de novo. Esse problema vai continuar enquanto não aterrarem essa erosão, palpita, lembrando que os moradores são obrigados a conviver quase que diariamente com a falta dágua.

O desabastecimento, porém, é somente mais um entre vários outros transtornos enfrentados pela população do Santa Edwirges. As ruas intransitáveis também impedem a passagem de ônibus circulares, que atualmente param de três a quatro quadras de distância do ponto original. Quem mora nas alamedas Babilônia e Alexandria também não consegue tirar o carro da garagem, como é o caso do pintor autônomo Rubens Aparecido Turtt. Não consigo sair com meu carro desde o dia da chuva. A bateria dele já era e não sei quem vai pagar por esse prejuízo. Nós aqui da vizinhança já tentamos tampar o buraco, mas a terra acaba cedendo, porque precisaríamos de uns 20 caminhões de terra para solucionar o problema, comentou. O trânsito aqui está difícil até para os pedestres. Tem uma senhora de idade que não consegue sair de casa. Quando ela precisa, a gente tem de ajudar, porque temos medo dela cair dentro da erosão, agrava Solange.

Não bastasse tudo isso, a população do bairro ainda enfrenta problemas com a iluminação pública. Pelo menos 40 bicos de luz estão sem lâmpadas, o que estaria facilitando a ação de assaltantes. Estamos sem segurança aqui, destacou Solange.

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