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PCC pode ter resgatado em Marília

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 2 min

Suspeito de participar de resgate de presos em Marília, em outubro, foi preso anteontem em Batatais e pode ser membro do PCC

Marília - Alexandre Aparecido Fernandes, o Zildo, 25 anos, preso por policiais da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), de Ribeirão Preto, na quarta-feira, dia 28, em Batatais, deve ser transferido para Marília. Ele tinha mandado de prisão preventiva decretada pela Justiça de Marília e já teria sido identificado como um dos prováveis mandantes da operação de resgate de preso em outubro do ano passado, no Hospital das Clínicas, quando um policial foi morto.

A polícia também já teria encontrado documentos que relacionariam Fernandes ao Primeiro Comando da Capital (PCC), pouco antes da operação de resgate. Zildo já cumpriu quatro anos de pena por tráfico e estava em liberdade desde o ano passado. Em depoimento, ele negou a participação no resgate e a ligação ao PCC.

Segundo a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Marília, a transferência de Zildo era esperada para ontem à noite, para que hoje ele possa ser ouvido pela polícia.

Resgate no HC

O resgate do preso Wander Eduardo Ferreira, 33 anos, ocorrido no final de outubro de 2000 foi uma das ações mais ousadas já praticadas por quadrilhas na região. Na ocasião, um cabo da Polícia Militar foi morto durante a perseguição aos fugitivos, que teve início no começo da noite do dia 30, uma segunda-feira, logo após o resgate do preso, que estava no Hospital das Clínicas.

Durante a perseguição que continuou pela madrugada, dois bandidos foram mortos e três foram presos. Wander também morreu. Nessa ocorrência, a polícia apreendeu vários veículos que foram usados pela quadrilha. Também foram apreendidos fuzis, escopetas e revólveres.

A polícia calculou que pelo menos dez integrantes da quadrilha, armados de fuzis, metralhadoras e escopetas, participaram da operação onde os bandidos invadiram o Hospital das Clínicas de Marília fazendo disparos em direção às paredes e rendendo os policiais e agentes penitenciários que faziam a escolta do preso Wander Ferreira. O preso, que cumpria pena de 61 anos por homicídio e assaltos a bancos, estava detido na penitenciária de Marília. Ele teria simulado dores de estômago para ser levado para o hospital, onde houve a invasão.

Durante a perseguição, o cabo Valdir Antônio Marques, 37 anos, foi alvejado na cabeça e morreu ao dar entrada no hospital. O preso resgatado foi identificado pela polícia como um suposto líder do PCC, organização criminosa que age no interior de presídios e também fora deles.

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