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Parceria estimula pesquisa com balões

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Através da Comunidade Científica Européia, Bauru poderá ter um centro de lançamento de balões completo

O Instituto de Pesquisas Metereológicas (Ipmet) de Bauru tornou-se um centro internacional de pesquisa e avaliação da camada de ozônio, a partir dos projetos do Grupo de Lançamento de Balões (GLB), e já tem programadas atividades em parceria com a Comunidade Científica Européia para 2002, 2003 e 2004. Os balões lançados no mês de fevereiro pelo GLB estão colhendo informações ao longo de toda a faixa tropical do planeta.

De acordo com o diretor do Ipmet, Maurício de Agostinho Antônio, existe a possibilidade de ser montado, no Instituto, um centro de lançamento de balões completo, com recursos da Comunidade Científica Européia. Na circusntância em que vivemos, com poucos recursos, quando encontramos parceiros como a Comunidade Européia, é bastante razoável que a gente aceite as propostas. Essa oportunidade é privilegiadíssima.

O diretor afirma que cada balão custa cerca de U$ 120 a 150 mil, sem somar as experiências realizadas antes de seu lançamento e todos os equipamentos utilizados.

A colaboração com a Comunidade Científica Européia teve início em 1995, com trabalhos realizados com a França. Desde então, foram realizadas três campanhas de lançamentos de balões, de acordo com o coordenador da equipe brasileira, Ngan André Bui Van. Essas campanhas sempre se dedicaram ao estudo e à observação da camada de ozônio em região tropical. Por isso, a cidade de Bauru foi escolhida - pela localização geográfica e pelo suporte operacional da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Dos cinco balões lançados este ano, dois têm a função de fazer apenas observações locais. Os outros três, lançados nos dias 3, 15 e 21 de fevereiro, estão percorrendo o trajeto ao redor do mundo, que deve ser completo em cerca de 21 dias.

Queremos verificar se as mudanças climáticas na região tropical podem interferir na destruição da camada de ozônio, diz Bui Van.

Na primeira etapa da campanha Sondagens Estratosféricas ao Redor da Terra, iniciada em novembro do ano passado, o balão não conseguiu completar a volta ao redor do planeta. Na região da Austrália, tem muitas nuvens que perturbam o balão e o impedem de aproveitar a radiação solar, durante o dia. A radiação é que sustenta o balão no ar, acrescenta Bui Van.

O Grupo de Lançamento de Balões foi implantado no Instituto de Pesquisas Metereológicas em 1993. De fato, a atividade dele começou em 1991, mas ainda não era oficial, já que nós realizamos uma campanha de lançamento de balões com a União Soviética.

Bui Van afirma que os lançamentos efetuados em 1995 não foram muito produtivos, já que os balões foram danificados na saída. O nosso equipamento não estava adaptado ao sistema de lançamento francês.

Em 1997, os resultados foram muito bons, de acordo com Bui Van. Nós preparamos uma publicação para validar vários instrumentos utilizados por nós, a partir do resultado do balão.

Os dados coletados nesta fase da pesquisa estão sendo transmitidos inicialmente aos pesquisadores de Tolouse, na França, e são transmitidos ao Ipmet via Internet, disponibilizados na forma de gráficos e mapas. As informações atualizadas sobre a pesquisa podem ser obtidas no site do Ipmet: www.ipmet.unesp.br/glb/index.htm.

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