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Risco de blecaute motivou cassação da liminar de MS

Daniela Bochembuzo
| Tempo de leitura: 1 min

O argumento de que a ampliação da capacidade do reservatório da Usina Engenheiro Sérgio Motta poderia provocar danos, como o risco de blecautes e racionamento de energia nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, foi o que motivou o STJ a cassar a liminar obtida por parlamentares do Mato Grosso do Sul contra a Cesp Paraná.

No pedido de suspensão da liminar, o governo paulista argumentou que a interrupção do enchimento estava provocamento o descumprimento do cronograma da usina e, conseqüentemente, a perda de investimento público bilionário. Outro problema era o não-aproveitamento do período de precipitação pluviométrica, conhecido como águas de março.

Todos esses argumentos escondem, na verdade, outra preocupação do governo paulista: valorizar a Cesp Paraná para vendê-la posteriormente através de processo de privatização, que foi reiniciado após a cassação da liminar.

Com o enchimento, a capacidade subiria de 253 para 257 metros acima do nível do mar, permitindo que a usina passasse a operar em sua capacidade máxima, estimada em 1.800 megawatts. Dessa maneira, se tornaria mais atrativa ao capital estrangeiro.

Tanto os grupos norte-americanos Duke e AES, o espanhol Endesa, o português EDP, o francês EDF quanto o belga Tractebel condicionam sua participação no leilão da estatal ao enchimento da usina.

Desde que o processo de privatização da Cesp Paraná foi retomado, as ações ON da companhia registraram alta de 6,17% na última sexta-feira.

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