Geral

Rodovias, uma calamidade!

(*) N. Serra
| Tempo de leitura: 2 min

Não é de agora que quem viaja através das rodovias nacionais, naturalmente algumas das principais, tem a atenção voltada para o péssimo estado de conservação da malha. Uma calamidade, simplesmente, é como se pode classificar a maioria desses caminhos, por onde transitam veículos oriundos de diversos pontos do País. Até mesmo trechos recentemente construídos ou reparados pelas equipes especializadas deixam os motoristas profundamente irritados. E, depois das recentes eleições, o panorama piorou, pois as verbas oficiais, que deveriam ser aplicadas no setor, desapareceram na voragem do pleito, nada restando até para custear a derrubada dos matagais que, completando a péssima paisagem dos asfaltos danificados, enfeiam criticamente quase todas as estradas. Em certa área do vizinho Estado do Paraná, caminhoneiros revoltados com os tantos buracos existentes na sua principal rodovia andaram, nestes dias, tapando-os curiosamente com bananeiras. Incrível, mas verdade, corroborada inclusive por chamadas da Televisão. E, em Minas Gerais, usuários inconformados decidiram desbastar barrancos das vizinhanças e, eles mesmos, obstruíram com torrões as crateras do asfalto de uma de suas estradas. Em nosso Estado e no Mato Grosso do Sul há veredas rodoviárias tão danificadas que motoristas de caminhões e veículos sociais têm representado junto aos poderes públicos contra o problema, mas nada vêm conseguindo nem mesmo para aquelas rodovias usadas por veículos canavieiros e cafeeiros, muito menos para os acessos a cidades vizinhas. As autoridades municipais, de um lado, e as estaduais, de outro, fazem ouvidos de mercador ao que lhes é solicitado e, conseqüentemente, a calamidade não é tirada do cenário, permanecendo lá, indefinidamente, como que em sepulturas perpétuas. O que os olhos não vêem o coração não sente, como diz o vulgo, e, como os dirigentes não abrem mãos do conforto do macio de suas belas poltronas e nem se abalançam a se deslocar das suas refrigeradas sombras para observar pessoalmente a extensão do problema, tudo vai sendo deixado ao Deus dará, o que não se admitiria num país como este, dependente inveterado do transporte rodoviário exercido por automóveis, ônibus, caminhões, peruas e tantos outros tipos de veículos motorizados para remoção de passageiros, produção agrícola e industrial e cargas diversas. É a nossa opinião!

(*) N. Serra, jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

Comentários

Comentários