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Faac inicia descentralização de verba

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

A verba destinada ao custeio dos cinco departamentos subordinados à Faac será administrada por cada um deles

A diretoria da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac) da Unesp-Bauru está implementando um projeto piloto que tem como objetivo descentralizar o controle das verbas destinadas ao custeio dos cinco departamentos subordinados a ela. Por um período de três meses, cada chefe de departamento poderá contar com a quantia de R$ 1.834,00 mensais para cuidar dos aspectos administrativos internos.

De acordo com o diretor da Faac, José Carlos Plácido da Silva, a medida tem a finalidade de tornar a nova administração mais transparente e descentralizada. É uma nova postura que pode ser notada inclusive na nova Reitoria. A Unesp está desengessando e desburocratizando a máquina universitária, expõe.

Segundo o diretor técnico administrativo da Faac, Luiz Henrique Garcia, a verba da faculdade destinada ao custeio, ou seja, manutenção, serviço e consumo (transporte, telefonia etc), tem o valor de R$ 280 mil anual. Ela é repassada em quatro quotas trimestrais de R$ 70 mil cada uma. Ele esclarece que o valor destinado aos departamentos - calculado em relação ao executado de 2000 - foi dividido entre os meses do ano letivo e o total, por sua vez, foi repartido em cinco partes iguais - referentes aos cinco departamentos, totalizando os R$ 1,834,00.

A diretoria e os chefes dos departamentos - Comunicação Social; Ciências Humanas; Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo; Desenho Industrial e Artes e Representações Gráficas - afirmam que a decisão sobre a experiência de três meses foi unânime, já que todos concordam que a autonomia financeira fortalecerá os departamentos e trará apenas benefícios aos envolvidos. É o que acredita a professora Cláudia Ota Suginohara, do Departamento de Desenho Industrial, que classifica a experiência como extremamente importante. Antes, os departamentos desconheciam as próprias necessidades. Nós precisamos ter consciência do que gastamos para poder melhorar a vida departamental, que é muito individualista. Assim, também podemos economizar e investir, promovendo alunos para apresentar trabalhos em outras cidades e Estados. Tendo essa dimensão, a verba economizada pode ser reaplicada.

Plácido da Silva, acrescenta, ainda que esse é um recurso inicial para 2001, ou seja, uma referência para iniciar a proposta, que deve voltar a ser discutida em maio, após o período experimental. Isso não significa que vamos nos acomodar nesses valores, já que podemos ampliar essa verba.

Há possibilidades de que a proposta seja requalificada, ao final dos três meses de experiência, de acordo com a vice-diretora Loriza Lacerda de Almeida. A intenção será avaliada e pode sofrer alterações. A grande importância dessa medida é que quem sabe das necessidades do departamento é o próprio departamento. Nada mais justo que cada um resolver, administrar e saber de seus problemas. A autonomia financeira torna essa relação mais objetiva e profissional.

Anteriormente, o processo, mais burocrático, passava por uma solicitação à diretoria, que autorizava a liberação da verba destinada a atender às necessidades de cada departamento. Com a nova proposta, todos sabem o que está sendo gasto e têm um envolvimento maior de responsabilidade com o dinheiro público, complementa o diretor da Faac.

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