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Congresso reunirá 2 mil universitários

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

Ciro Gomes, senador Roberto Freire e os deputados Aldo Rebelo e José Genoíno deverão prestigiar o evento

Cerca de dois mil universitários de todo o Estado deverão prestigiar o 5º Congresso da União Estadual dos Estudantes (UEE), marcado para ser realizado de 28 a 30 de abril, em Bauru. A expectativa é do diretor de comunicação da entidade estudantil, Wenderson Gasparotto, que está na cidade iniciando os primeiros preparativos para viabilizar o evento.

A Prefeitura e a Câmara Municipal demonstraram interesse na realização do congresso e já colocaram o aparato da Administração à disposição dos organizadores do evento. O Poder Legislativo cedeu uma sala para a direção da UEE instalar a comissão que organizará o encontro dos universitários.

Da parte da Prefeitura, estão sendo levantadas as características dos prédios que têm condições de abrigar o evento. Entre os candidatos a sede do congresso estão ginásios municipais, Sesc e Universidade Estadual Paulista (Unesp). Estamos avaliando esses prédios, suas áreas físicas, para definir qual deles melhor abrigará o congresso, relata o diretor da UEE.

Segundo ele, os cerca de dois mil universitários que vão vir de todas as regiões do Estado para participar do encontro vão ficar abrigados em escolas. Além de discutir questões que envolvem as universidades públicas e privadas de um modo geral, o congresso também elegerá a nova diretoria da UEE para o biênio 2001/2002.

O presidente é eleito no congresso e depois o restante dos cargos é dividido proporcionalmente entre as chapas, de acordo com o número de votos que elas tiveram, explica Gasparotto. Ele conta que, até o momento, não há nenhum candidato inscrito para a disputa. Isso, normalmente, acaba tomando corpo no próprio congresso. Qualquer estudante que estiver presente no encontro pode montar uma chapa e se candidatar.

Movimento

O diretor de comunicação da UEE acredita que o movimento estudantil no País pode ser dividido por períodos. No seu ponto de vista, a movimentação da categoria, principalmente em termos de passeatas, em torno do impeachment do ex-presidente Fernando Collor foi muito maior do que se for comparada com o quadro vivido nos anos 60, em que se protestava contra o regime militar.

A conjuntura do País, a realidade, influencia muito nisso. Na época da ditadura militar faltava democracia, o que incentivava os setores universitários a lutarem para pôr fim ao regime de exceção. Gasparotto afirma que hoje não há enfrentamentos claros como naquele período.

Você tem problemas de redução de mensalidades nas universidades particulares, de cortes de verbas nas universidades públicas. Enfim, são vários problemas setorizados que também mobilizam muito os estudantes. Segundo ele, 60% das universidades instaladas no Estado de São Paulo têm centros acadêmicos. Isso é um grande avanço. O movimento está crescendo no decorrer do tempo.

Uma das previsões da comissão organizadora do Congresso da UEE é de que o número de participantes dobre em relação ao último evento, realizado em Sorocaba. No primeiro dia encontro, um sábado, estão programadas discussões sobre conjuntura nacional e movimento estudantil. À noite, será realizado um ato político de abertura oficial do congresso.

No domingo, vão realizados debates sobre ciência e tecnologia, cultura e esportes. No último dia do evento, segunda-feira, acontecerá a plenária final, com votação de propostas e eleição da nova diretoria.

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