O departamento de Saúde Coletiva (DSC), órgão da Secretaria Municipal da Saúde, confirmou ontem, mais sete casos positivos de dengue na cidade, seis deles autóctones, contraídos no município, na região do Mary Dota, onde um foco da doença foi registrado, e um importado do estado do Ceará. Com isso, Bauru soma, neste ano, 11 casos positivos, sendo oito autóctones e três importados. O DSC aguarda ainda o resultado de outros exames realizados em suspeitos que apresentaram sintomas da doença.
Na semana passada, foram confirmados dois casos positivos e autóctones também na região do Mary Dota. Os seis novos casos foram identificados a partir da busca ativa realizada naquela região na semana passada. A Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), atuou em conjunto com o Município promovendo a nebulização casa-a-casa no intuito de conter a proliferação da doença.
Com os novos casos, será intensificado o trabalho da busca ativa e a partir da próxima segunda-feira, o DSC estará iniciando no setor de risco um arrastão intensivo com o objetivo de bloquear a transmissão e eliminar criadouros do mosquito. Paralelamente, a Sucen estará repetindo mais dois ciclos de nebulização.
Outra área que será atacada, após a região do Mary Dota, é a da Vila Lemos/ Jardim Bela Vista, onde o índice de infestação do mosquito Aedes aegypti também preocupa.
O coordenador do Programa de Controle do Aedes, Flávio Tadeu Salvador, destacou que as equipes do DSC, têm enfrentado muita resistência por parte da população no acesso às residências, apesar do trabalho constante que é executado no Município há anos.
O índice de Breteau divulgado nos últimos dias é alarmante em alguns setores da cidade, aumentando 300% em alguns casos de janeiro para fevereiro, mesmo assim, persiste a falta de consciência de alguns, segundo o DSC. A grande maioria dos criadouros do mosquito está em latas, vasos de plantas, garrafas, entre outros.
O coordenador do programa ressalta a necessidade da colaboração da população. Estamos atuando para evitar uma epidemia. Em Barretos, por exemplo, a cidade já soma mais de 1.700 casos da doença. Precisamos da cooperação da população. Estamos falando de saúde pública. A consciência tem que ser de todos nós, concluiu.