O nosso município, oficialmente criado em 1887 como nome de Espírito Santo de Fortaleza e solenemente instalado em 7 de janeiro de 1889, mas que no dia 1.º de Agosto de 1896 passou a denominar-se Bauru, é bastante novo em comparação com dezenas de cidades de nosso Estado, muitas das quais até mesmo intimamente ligadas à história do Brasil.
Bauru é considerada como sendo de origem ferroviária, pois foi este meio de transporte que provocou a vinda de centenas e centenas de funcionários nomeados pelo governo, quando da construção da E. F. Noroeste do Brasil e também aqueles que pertenciam aos quadros funcionais da Estrada de Ferro Sorocabana (aqui chegou em 1905) e da Companhia Paulista de Estradas de Ferro (seus trilhos atingiram Bauru em 1910).
Com o transcorrer do tempo, o comércio firmou-se como sendo a mola propulsora da vida econômica da terra bauruense. Além das empresas que surgiam, graças aos esforços e a visão dos homens que acreditaram na cidade, organizações de renome nacional aqui se instalavam com as suas filiais, em uma demonstração de que um futuro dos mais promissores iria nortear os destinos da Sem Limites.
No passar dos anos, alguns bauruenses decidiram trabalhar em benefício da preservação dos lances históricos da romântica Capital da Terra Branca através de publicações nos órgãos de nossa imprensa. Apesar de que muito se tenha perdido quanto à parte material, os esforços dos jornalistas José Fernandes, de João Correia das Neves, Brenno Pinheiro, Carlos Fernandes de Paiva e outros não foram em vão. Deixaram eles, para os historiadores de hoje, importantes subsídios que não permitiram que a história se perdesse.
Ao lado deles, lembramos dos fotógrafos, a exemplo de Luiz Tognetti, irmãos Carlos e Mário Giaxa, Guizzelini, Marco Chamorro, Reis e outros de tantas e boas lembranças. Já falecidos, contribuíram para que o passado fosse perpetuado por meio de seus belíssimos trabalhos fotográficos. A eles Bauru deve um respeito profundo, pois esses profissionais não deixaram que os acontecimentos do passado ficassem esquecidos para todo o sempre.
Com o decorrer do tempo, foram surgindo órgãos que assumiram a responsabilidade de transformar em realidade o resgate, a preservação e a divulgação dos influentes fatos que serviram para transformar Bauru na vibrante cidade que hoje é. A Sem Limites desfruta atualmente de privilegiada posição quanto ao número de entidades que contam a história de um povo.
Museu Municipal, Museu Ferroviário, Núcleo de Documentação e Pesquisa Histórica da USC, Centro de Memória Regional RFFSA-Unesp, Museu da Saúde Sillas Braga Reis (Instituto Lauro de Souza Lima) e o mais recente,, o Instituto Histórico Antônio Eufrásio de Toledo, são espaços culturais que, através de um trabalho de muita paciência, dedicação e de respeito à caminhada percorrida pelos pioneiros, homens e mulheres que aqui começaram a chegar desde fins do século XIX, exibem em suas instalações diferentes aspectos de autêntica homenagem a esses desbravadores.
O Instituto, que está localizado à rua Capitão Gomes Duarte, 13-41, atende de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 12 horas e das 13 horas às 16h30. Aos sábados, das 8h30 às 10h30. Informações poderão ser obtidas pelo telefone 234-2508.(*)Luciano Dias Pires / Especial para o JC