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Sinergia discute em Bauru o Conselho de Serviço Público

Redação
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Dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de São Paulo (Sinergia) chegam a Bauru amanhã para dois dias de atividades com trabalhadores das empresas de energia elétrica e reuniões oficiais e informais com lideranças políticas de várias cidades.

A vinda das lideranças sindicais à região tem dois motivos principais: dar início à campanha salarial 2001, discutindo com trabalhadores e dirigentes locais na plenária regional, e alertar prefeitos e vereadores sobre a necessidade de implantar os Conselhos Municipais de Serviços Públicos, para garantir direitos dos consumidores e fiscalizar os serviços prestados, principalmente agora depois da privatização das energéticas.

A plenária regional de Bauru é a terceira de uma série que acontece em todas as cidades de base do Sinergia, entidade que representa cerca de 25 mil trabalhadores eletricitários e gasistas do Estado de São Paulo. A primeira aconteceu na região de Rio Claro, nos últimos dias 12 e 13, e a segunda na região de Ribeirão Preto.

As assembléias são realizadas durante os dois dias com reuniões e visitas a vários locais de trabalho da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), distribuidora privatizada em novembro de 97, da estatal paulista Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista e das geradoras da Cesp e também privatizadas Duke Energy e AES Tietê, além da ainda estatal Cesp, que o governo pretende privatizar ainda esse ano.

As assembléias com trabalhadores da CPFL vão acontecer em Bauru, Marília, Lins, Jaú, Ibitinga, Bariri, Barra Bonita e Botucatu. A programação inclui também assembléias com trabalhadores da CTEEP em Bauru e Chavantes, com o pessoal de três usinas da Tietê-Ibitinga, Bariri e Barra Bonita, da usina da Duke em Chavantes e da hidrovia da Cesp em Bariri.

Em pauta estarão assuntos importantes para o futuro dos trabalhadores, especialmente a campanha salarial 2001 que tem como bandeiras de luta a defesa dos salários, do emprego, dos fundos de pensão, das condições de saúde e segurança no trabalho e da qualidade da energia que chega à população.

É exatamente a queda da qualidade dos serviços prestados aos consumidores que motiva o projeto que o Sinergia está propondo a prefeitos e vereadores de várias cidades do Estado de São Paulo para a criação dos Conselhos Municipais de Serviços Públicos.

Para a entidade, a qualidade da energia está ameaçada desde a privatização das empresas, sem que houvesse capacidade de fiscalização por parte do governo, sem que fossem feitos os investimentos necessários à expansão dos serviços, o que agora é agravado pela falta de chuvas que pode colocar o sistema em risco e provocar desabastecimento e racionamento.

Mas existe uma saída: Mesmo depois da privatização, todas essas empresas continuam sendo concessionárias de serviço público, e portanto têm um papel e uma responsabilidade social a cumprir. A população tem direitos enquanto consumidora de um bem essencial à vida e deve assumir a responsabilidade de fiscalização da energia que chega à sua casa. É isso que defendemos a energia com controle social através dos Conselhos Municipais, propõe o Sinergia.

Em Bauru, o projeto do Conselho Municipal foi apresentado ao Legislativo e encaminhado ao Executivo em 99. Durante a caravana, o Sinergia discute o projeto com os prefeitos de Botucatu e Lins e vereadores de Ibitinga e Bariri, além de cidades ainda não confirmadas.

A privatização das energéticas e a importância da energia sob controle social é o tema da palestra que o secretário-geral do Sinergia, Artur Henrique da Silva Santos, aborda na Tribuna Livre da Câmara Municipal de Bauru.

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