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Surgem 3 suspeitas de dengue em Jaú

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 2 min

A proximidade com Bauru, que já vive uma epidemia, é uma preocupação a mais para as autoridades jauenses

Jaú - Os três primeiros casos de pessoas com suspeitas de terem contraído dengue, este ano, surgiram esta semana o que deixa a Secretaria Municipal de Saúde em alerta. O secretário Antonio Marcos Rodrigues confirmou a existência dos casos e se diz preocupado com a possibilidade da cidade viver uma epidemia, assim como já ocorre em Bauru e outras cidades.

Bauru, até ontem, tinha 19 casos confirmados e outros 30 suspeitos. A proximidade entre as duas cidades deixa Jaú em alerta já que é grande o trânsito de moradores entre os dois municípios.

Os suspeitos de Jaú tiveram amostras de sangue coletadas e enviadas ao Instituto Adolpho Lutz, em Marília. Até que fiquem prontos os resultados dos exames, eles permanecem em observação, durante o chamado período de transmissibilidade da doença.

As três pessoas suspeitas de estarem com a dengue são um homem de 55 anos morador no Jardim Rosa Branca; uma mulher de 31 anos residente no Jardim Carolina, e o mais recente, uma mulher com 32 anos, moradora no Jardim São José II.

O secretário divulgou também o mais recente índice de Breteau (cálculo que se faz para avaliar o nível de infestação domiciliar pelo moquito Aedes aegypti). Os valores caíram de 13,6% em janeiro para 10,8% em fevereiro, o que demonstra ter havido uma interrupção na tendência natural de ascendência dessas porcentagens.

A queda nos índices pode ser atribuída às campanhas educativas e visitas domiciliares realizadas pela equipe de agentes de vetores da Vigilância Epidemiológica. Segundo o secretário de Saúde, 22,5 mil casas foram visitadas pelos agentes e foram recolhidas 370 toneladas de lixo. Ainda assim, conforme Antonio Marcos Rodrigues, os valores continuam muito altos (o nível aceitável é de 5%).

A despeito de todas as ações que temos realizado, basta haver um doente na cidade para que a dengue se dissemine. É como tocar fogo em palha seca, comenta o secretário.

Conscientização

Para o secretário Antonio Marcos Rodrigues, além das ações levadas a efeito pela Secretaria Muncipal de Saúde, é muito importante que toda a população participe da luta contra o mosquito transmissor da dengue.

Precisamos ter a conscientização e participação efetiva da comunidade, diz ele. A dona-de-casa deve sair em seu quintal, observar se há criadouros e ela mesma agir, tomar a iniciativa, não ficar aguardando a visita dos agentes.

Conforme o secretário, como as ações educativas não têm surtido o resultado esperado, discute-se partir para ações punitivas contra aquelas pessoas que favorecerem em suas casas condições para o surgimento de criadouros do mosquito.

Tem sido discutida a possibilidade de tomarmos medidas coercitivas. Uma delas, e já existe legislação sobre isso, seria impor multas àqueles donos de imóveis que favoreçam a manuteção dos criadouros de Aedes, comenta. Não podemos nos deixar vencer por um mosquito.

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