Se você pretende consultar um médico para rejuvenescer, mude seus planos. O rejuvenescimento não existe na medicina. O que acontece a partir de tratamentos inovadores é o envelhecimento saudável e, muitas vezes, o retardamento de doenças e desgastes da idade
O rejuvenescimento é um mito para a medicina. Não existem milagres. Todo ser humano tem um relógio que anda e não pára, nem mesmo com medicamentos ou pílulas milagrosas. O cursor da vida tem seu ritmo e nada pode mudar seu tempo, sua velocidade.
A explicação é de que não é possível um idoso voltar a ser jovem. Isso talvez não seja possível, mesmo com o avanço da ciência. Uma pessoa com 60 anos não pode voltar a ter 20 anos. Biologicamente, tal rejuvenescimento é impossível.
O que os médicos buscam atualmente com a ajuda do desenvolvimento tecnológico existente nessa área, é fazer com que as pessoas tenham uma velhice saudável. Pode-se detectar doenças e retardar seus sintomas. Pode-se também sentir-se mais jovem e manter o corpo, a pele e o espírito como tal, mas nunca andar para trás.
Pesquisas científicas comprovam que comprimidos ou pílulas de rejuvenescimento não apresentam 100% da eficácia a que se propõem. Em geral, cremes anti-rugas e antiidade não têm o efeito esperado por aquelas pessoas que aderem a essa técnica.
Eles são bons e fazem bem à pele porque hidratam e mantém uma aparência saudável, mas também não são milagrosos e não são capazes de fazer com que uma pessoa de 50 anos aparente outra de 30 anos.
De acordo com o médico geriatra e ortomolecular Júlio Horta Filho, o que a medicina faz, atualmente, é retardar o processo de envelhecimento através da medicina preventiva, biomolecular, ortomolecular.
O envelhecimento é determinado pelo gen ou uma série de gens que ainda não foram detectados. Talvez com o projeto genoma isso seja possível, mas até agora não se pode detectar os gens do envelhecimento, disse.
Horta Filho explicou que para nossa célula funcionar, é preciso oxigênio. Dentro da célula existe uma indústria de energia, que é a mitocôndria. Ela transforma o oxigênio em energia para a célula funcionar. De 100% do oxigênio utilizado por essa célula, de 3% a 5%, disso sai uma molécula instável que é o radical livre do oxigênio. Quando uma molécula é muito instável, significa que na sua última camada de elétrons está desparelhada. Então ela tenta procurar um par para se estabilizar, ficando agressivo para a célula. Os radicais livres estão no centro de uma série de doenças relacionadas com o envelhecimento. Quanto mais radicais livres nós produzirmos, mais rápido vamos envelhecer e mais cedo as doenças vão aparecer, afirmou.
Por outro lado, o oxigênio é o que nos faz respirar. Então explica-se que dentro dessas células há enzimas anti-oxidantes. A tentativa que fazemos hoje é um mecanismo oxidante que deixe os radicais livres num nível aceitável e, no fim, morrer de velhice, disse.
Ele explicou que o estresse, radiação solar, cigarro, álcool, consumo alto de gorduras, entre outros, aceleram a produção de radicais livres.