Secretário da Administração prefere comparar preço terceirizado ao verificado pelo Estado em 2000, que foi de R$ 3,91
O secretário municipal da Administração, Flávio Uchoa, afirma que a Prefeitura não pagará a mais pela 1.300 refeições diárias que passam a partir de hoje a ser fornecidas aos trabalhadores municipais pela Nutriplus Alimentação e Tecnologia Ltda., ao custo unitário de R$ 3,60. O valor é 88% mais caro que a alimentação produzida pela cozinha experimental do Departamento de Água e Esgoto (DAE), e cuja unidade chega aos funcionários por R$ 1,91.
Esse custo não está confirmado pelo presidente do DAE e ele diz que desconhece de onde saiu essa informação e me parece que essa comparação não está sendo feita da forma mais adequada, porque a presidência não tem isso como custo, afirmou Flávio Uchoa.
O Jornal da Cidade reafirma a informação de que o custo de R$ 1,91 foi informado pela diretoria do DAE.
Mediana
Ao invés de comparar o preço da refeição produzida pela Nutriplus com a fornecida pelo DAE, Flávio Uchoa prefere utilizar como parâmetro o banco de preços mantido pelo Governo do Estado em relação a contratos de serviços terceirizados.
No levantamento do banco de preços de 12 de março deste ano e referente a 2000, o valor mediano da refeição para empregados era de R$ 3,91. O mesmo documento mostra que o preço verificado no final do ano passado tinha atingido R$ 4,83.
Já tem preços, no Estado, de R$ 4,83, então, acho que nós tivemos êxito em contratar por R$ 3,60. Este custo é totalmente diferenciado do serviço, por exemplo, feito pelo DAE, que centraliza a refeição num local só e a Prefeitura não, ela distribui em 21 pontos essa refeição, explica Uchoa.
De acordo com estudos realizados por professor da Unesp e apresentados pelo secretário no dia 22 de março aos vereadores, o custo com transporte equivale a 16,43% do valor total da refeição. Com a terceirização, a Prefeitura deixaria de manter 20 veículos para realizar o transporte da alimentação, liberando-os para a prestação de serviços à população.
Uchoa aponta como outro ponto positivo o fornecimento da refeição em marmitex compartimentado, com talheres e sobremesa. A alimentação será, ainda, balanceada, tendo como base critérios adotados pelo Instituto Lauro de Souza Lima (ILSL).
Cada servidor receberá 1.200 gramas diárias de alimentação, produzida com rigores técnicos seríssimos. E precisamos ter muito cuidado com isso porque essas refeições também são servidas a pacientes internados no Pronto-Socorro, justifica Uchoa.